terça-feira, 28 de dezembro de 2010

1ª Psicologia atrás do cancro

Celebridades com cancro
As celebridades influenciam as percepções do público e comportam-se excessivamente, e isto é verdade quer na oncologia quer em qualquer outra coisa. As celebridades com cancro têm contribuído de três principais formas; os relatos pessoais trazem as experiências dos doentes para a ribalta, os relatos dos pacientes famosos aumentam o estado de consciência do público e podem encorajar comportamentos saudáveis, como o deixar de fumar, e os pacientes famosos podem auxiliar as organizações de beneficência para o cancro e encorajar donativos. Exemplos proeminentes das perspectivas incluem o relato de John Diamond em C: "because cowards get cancer, too" e o de Ruth Picardie em "Before I say goodbye", dois comoventes relatos por jornalistas de renome. Os pacientes famosos podem influenciar as escolhas de tratamento que o público faz. Após a mastectomia de Nancy Reagan para um cancro da mama localizado, em 1987, houve uma queda de 25 por cento na escolha das mulheres americanas para a cirurgia conservativa da mama em relação à mastectomia. O sucesso da cirurgia do seu marido para o cancro do cólon Duke B, enquanto presidente em 1984, aumentou o estado de consciência e deu notoriedade aos sinais de alerta do cancro do cólon junto dos meios de comunicação. O tratamento do cancro com sucesso é frequentemente muito publicitado, e nenhum artigo descrevendo as vitórias ciclísticas de Lance Armstrong parecia completo sem a menção do seu tratamento para o tumor metastizado de células germinativas não-seminomatoso, ou das suas duas crianças concebidas com esperma armazenado antes da quimioterapia. Outros pacientes famosos usaram a sua riqueza e fama para estabelecer e suportar projectos de beneficência de suporte à investigação e tratamento do cancro, incluindo Bob Champion, um cavaleiro de corrida de obstáculos tratados para o cancro do testículo nos anos 1970, e Roy Castle, um não fumador durante toda a sua vida a quem foi diagnosticado um cancro do pulmão em 1992. É claro que ninguém está imune ao cancro, mesmo as estrelas de rock cujas mortes são tradicionalmente associadas ao suicídio e ao abuso de substâncias.
George Harrison Ano da morte: 2001 Idade: 58 Cancro do pulmão
Joey Ramone Ano da morte: 2001 Idade: 49 Linfoma não Hodgkin
Ian Dury Ano da morte: 2000 Idade: 58 Cancro colorrectal
        Dusty Springfield Ano da morte: 1999 Idade: 60 Cancro da mamaCarl Wilson Ano da morte: 1998 Idade: 52 Cancro do pulmão
Linda McCartney Ano da morte: 1998 Idade: 57 Cancro da mama
Frank Zappa Ano da morte: 1993 Idade: 53 Cancro da prostata
Freddy Mercury Ano da morte: 1991 Idade: 45 Sarcoma de Kaposi
Mel Appleby Ano da morte: 1990 Idade: 24 Tumor espinal
Bob Marley Ano da morte: 1991 Idade: 36 Melanoma Metastático
António Feio Ano da morte: 2010 Idade: 56 Cancro Pancreático

Escrito e editado para o blog por Mark Simões

5ª Curiosidade do Sistema Humano...


Construir uma memória  
A maior parte das experiencias não deixam marcas permanentes. No entanto, algumas são tão marcantes que alteram a estrutura do cérebro forjando novas ligações entre neurónios. Essas alterações possibilitam a reconstrução, ou “recordação”, da experiência gerada inicialmente, num momento posterior, através da actividade neuronal.

A anatomia da memória
Só as experiências que geram actividade neuronal invulgar e/ou intensa são codificadas como memórias. As alterações que criam uma memória a longo prazo demoram cerca de dois anos a consolidar, mas, assim que estiveram codificadas, essa memória permanece disponível para toda a vida. As memórias de longo prazo incluem eventos da própria vida (memórias episódicas) e de factos impessoais (memórias semânticas). Juntas, são denominadas “memórias declarativas”, pois podem ser relembradas conscientemente (“declaradas”). As memórias de procedimentos (corporais) e as memórias implícitas (inconscientes) também podem ser armazenadas a longo prazo.
Formar memória de longo prazo
0.2 segundos Atenção
O cérebro só consegue absorver uma quantidade limitada de informação sensorial de cada vez. Pode experimentar uma pequena entrada de vários eventos ao mesmo tempo, ou centrar a atenção num evento e extrair muita informação deste. A atenção provoca o disparo mais frequente dos neurónios que registam o evento. Essa actividade torna a experiência mais intensa; aumenta também a probabilidade de esse evento ser codificado como memória. Isso acontece porque quantos mais neurónios dispararem, mais fortes são as ligações que estabelece com outras células cerebrais.
0.25 segundos Emoção
As experiências intensamente emocionais, como o nascimento de um filho, têm mais probabilidades de serem constituídas como memórias porque a emoção aumenta a atenção. A informação emocional de um estímulo é processada inicialmente na via inconsciente que conduz à amígdala; isso pode produzir uma reacção emocional mesmo antes de a pessoa saber ao que está a reagir, como na reacção “luta ou fuga”. Alguns eventos traumáticos podem ser permanentemente armazenados na amígdala.
0.2 – 0.5 segundos Sensação
A maior parte das memórias deriva de eventos que incluem imagens, sons e outras experiências sensoriais. Quanto mais intensas as sensações, maior a probabilidade de a experiência ser relembrada. As partes sensoriais dessas memórias “episódicas” podem ser esquecidas mais tarde, deixando apenas um resquício do conhecimento factual. Por exemplo, a primeira experiência duma pessoa a ver a Torre de Blackpool pode ser reduzida ao simples “facto” da aparência da torre. Quando a torre é relembrada, dispara um fantasma da imagem visual, codificado na área visual do cérebro.
0.5 segundos – 10 minutos Memória de trabalho
A memória de “trabalho”, ou de curto prazo, é como texto num quadro branco, constantemente renovada. Começa com uma experiência e continua enquanto essa experiência é “mantida na cabeça” por repetição. Um número de telefone, por exemplo, pode ser repetido o tempo necessário para o marcar. Pensa-se que a memória de trabalho envolve dois circuitos à volta dos quais a informação é mantida viva durante o tempo necessário. Um circuito é para a informação visual e espacial, o outro é para o som. As rotas dos circuitos envolvem os córtices sensoriais, onde é registada a experiência, e os lobos frontais, onde é conscientemente relembrada. O fluxo de informação para e à volta destes circuitos é controlado por neurónios no córtex pré-frontal.
10 minutos – 2 anos Processamento no hipocampo
Experiências particularmente marcantes “escapam” da memória de trabalho e viajam para o hipocampo, onde são submetidas a mais processamento. Provocam actividade neuronal que circula à volta das camadas circulares de tecido; os neurónios hipocampais começam a codificar esta informação permanentemente por um processo denominado potenciação a longo prazo. A informação mais forte “repete-se” nas partes do cérebro que as registaram pela primeira vez. Uma imagem, por exemplo, volta ao córtex visual, onde é repetida como um eco do evento original.
A partir de 2 anos Consolidação
Uma memória demora cerca de dois anos a consolidar-se no cérebro e mesmo depois disso pode ser alternada ou perdida. Durante esse tempo, os padrões de disparo neuronal que codificam uma experiência são repetidos entre o hipocampo e o córtex. Este “diálogo” repetitivo prolongado provoca a mudança do padrão do hipocampo para o córtex; isso pode acontecer para libertar o espaço de processamento do hipocampo para nova informação. O diálogo acontece sobretudo durante o sono. Pensa-se que esta fase do sono “silenciosa” ou de ondas lentas é mais importante para este processo do que a fase do sono de movimento ocular rápido.
A LOCALIZAÇÃO DAS MEMÓRIAS
Depois da consolidação, as memórias de longo prazo são armazenadas no cérebro em grupos de neurónios que são alertados para disparar ao mesmo tempo no mesmo padrão que criou a experiência original. As memórias “completas” são divididas nos seus componentes (sensações, emoções, pensamentos, etc.); cada componente é armazenado na área do cérebro que o iniciou. Os grupos de neurónios no córtex visual, por exemplo, codificam a imagem e os neurónios na amígdala armazenam uma emoção. O disparo simultâneo de todos estes grupos constrói a memória na sua totalidade.

Escrito e editado para o blog por Mark Simões