sexta-feira, 8 de abril de 2011

Nasceu o primeiro bebé espanhol sem o gene do cancro

"Técnica inovadora apenas pode ser aplicada em casos de existência de um cancro familiar. Em Portugal não existe nenhum caso destes.
Nasceu em Espanha o primeiro bebé geneticamente livre de cancro. Este é o primeiro caso autorizado no país pela Comissão Nacional de Reprodução Assistida.
Em Portugal não existe nenhum caso conhecido, segundo disse ao TVI24.pt o especialista em genética António Carolino Monteiro. «Nós estamos atrás do mundo nesta matéria», garantiu. O geneticista explicou que este nascimento implicou a selecção de células embrionárias após fertilização in vitro, processo após o qual é seleccionado uma célula onde não se encontre o gene cancerígeno, que depois é implantada na mãe.
Se fosse concebido de forma natural, o bebé que nasceu em Espanha teria tido 80 por cento de hipóteses de vir a sofrer de cancro de mama. Uma herança pesada numa família com historial deste cancro, escreve a rádio «Cadena Ser». Graças ao Diagnóstico Genético Pré-implantacional (DPG), a técnica que permite seleccionar embriões fertilizados in vitro, foi possível assegurar que este bebé terá uma descendência saudável.
Esta nova técnica é usada em Portugal para os portadores da Doença do Pezinho, mas não no cancro.
O especialista Carolino Monteiro explica que «o Diagnóstico Genético Pré-implantacional só pode ser usado em casos de cancro familiar e não nos casos de cancro esporádico, que são a larga maioria. A relação é de 1 para 99 por cento». Ou seja, esta técnica pode travar uma descendência cancerígena em casos muito específicos, mas não pode travar o flagelo do cancro - uma das doenças mais mortíferas em Portugal e no mundo. Em todo o caso, nas situações familiares em que o cancro está analisado, nessas situações, o diagnóstico pode ser usado.
Os resultados desta técnica animam a classe médica do país vizinho. O bebé espanhol já tem três meses, mas o caso só agora foi revelado. A criança nasceu no Hospital Sant Pau de Barcelona e é perfeitamente saudável.
Em Janeiro, em Inglaterra, já tinha surgido um outro caso de sucesso com recurso a esta técnica num bebé de uma família com cancro de mama."

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Introdução ao trabalho

O número de seres humanos no mundo aproxima-se rapidamente dos sete mil milhões (7 000 000 000). Nascem mais de 250 bebés por minuto, e morrem 150 000 pessoas por dia, e a população aumenta em cerca de 150 seres humanos por minuto. Cada uma destas pessoas vive, pensa, preocupa-se e sonha com dentro do bem mais complexo e maravilhoso que existe – um corpo humano. Uma característica permanente deste corpo e do seu comportamento é a sua curiosidade por si própria. Olhamos continuadamente para nós próprios, com um enorme e crescente pormenor, para compreender a sua actividade.

ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA HUMANO
Para compreender como o cancro afecta o sistema humano, ao longo do trabalho será descrito a forma como funciona o sistema ou órgão no estado normal de funcionamento. Cada sistema desempenha um papel ou tarefa principal; por exemplo, o coração bombeia o sangue pelos vasos sanguíneos para fornecer a cada parte oxigénio e nutrientes essenciais. Os sistemas são, por seu lado, compostos por partes principais conhecidas por órgãos. O estômago, os intestinos e o fígado são órgãos do aparelho digestivo. Avançando para níveis posteriores desta hierarquia, os órgãos constituem em tecidos e os tecidos são feitos por células.

CITOLOGIA
As células são muitas vezes consideradas os tijolos microscópicos do corpo. No entanto, estão longe de ser tijolos passivos numa parede – são activas e dinâmicas, crescem e especializam-se continuamente, funcionam, morrem e reabastecem-se aos milhões a cada segundo. Ao todo, o corpo contém cerca de 100 mil milhões de células de pelo menos 200 tipos diferentes. A ciência é cada vez mais capaz de desvendar além das células, os organelos dentro delas, e além e mais dentro, até aos mais ínfimos componentes da matéria comum – as moléculas e os átomos.

SAÚDE E DOENÇA
A ciência médica reúne montanhas de provas todos os anos sobre as melhores formas de se manter saudável e evitar as doenças. Neste momento, a herança genética de um indivíduo, que é uma questão de probabilidade e sorte, é o ponto de partida para manter a saúde e o bem-estar. Nos anos vindouros, tratamentos como o diagnóstico genético pré-implantação (DGPI), que é realizado no âmbito das técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV) e a terapia genica poderão eliminar ou contrariar alguns destes elementos do acaso. Muitos aspectos do ambiente em que se cresce têm um grande impacto sobre a saúde. Factores como a dieta – seja demasiado rica, trazendo consigo o risco de obesidade, ou demasiado pobre, levando à desnutrição – afectam especialmente as crianças, cujo corpo ainda se encontra em desenvolvimento. O corpo pode ser afectado por diferentes tipos de doença, tais como infecção por um vírus ou uma bactéria, lesões causadas por um acidente ou por actividades repetidas a longo prazo, genes familiares defeituosos ou exposição a toxinas no ambiente.


SOBRE ESTE TRABALHO
As páginas que se seguem descrevem as estruturas e os processos citológicos a todos os níveis. Em primeiro lugar, descreve-se a hierarquia da organização desde as células como os seus processos fisiológicos, aos organelos e ao ADN, concentrando-se cada vez mais nos processos que envolvem o núcleo e o seu funcionamento normal. Seguindo desta secção, descreve processos de utilização do material genético, como a biossíntese de proteínas essencial ao desenvolvimento das características fenotípicas, até a renovação celular descrita anteriormente pelo ciclo celular. Após as descrições celulares normais, recorremos ao início de mutações e seguidamente do tópico, o desenvolvimento de cancro. Nesta secção, explora-se o funcionamento normal do sistema de órgãos, seguida da descrição do órgão com cancro.
            Em segundo lugar, analisa factores de risco, como o tabaco e o álcool; a detecção e do tratamento; métodos de tratamento, como a quimioterapia e outras substâncias (marijuana); e depois de aspectos psicológicos e a ética de alguns problemas, como a eutanásia.
            Por último, refere-se das organizações que ajudam hospitais e pacientes, e que tratam desta doença, com uma taxa de mortalidade tão elevada. Caso haja alguma dúvida na interpretação de alguns termos, no fim deste trabalho, há um glossário com as definições.

 Adaptado para o blog por Mark Simões, com ajuda das informações presentes no livro: "Anatomia e Fisiologia do Sistema Humano"

terça-feira, 5 de abril de 2011

Cancro está a aumentar com envelhecimento da população

Doença «não está em crise», como a economia e a política, diz presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro.
“O presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) alertou esta segunda-feira que esta doença «não está em crise», como a economia e a política, e que «está a aumentar em Portugal», onde o envelhecimento da população é um factor de risco, avança a agência Lusa.
«Nenhum de nós está livre de vir a ter cancro», disse Carlos Freire de Oliveira, sublinhando que quanto maior é o envelhecimento da população «maior é o risco de cancro».
Segundo o presidente da LPCC, o cancro mais frequente, neste momento, em Portugal é o cancro do cólon rectal (vulgo cancro do intestino), sendo também aquele que causa maior número de mortos entre os portugueses.
Segue-se o cancro da mama, o cancro da próstata, o cancro do estômago e o cancro do pulmão e, embora este último não detenha o recorde numérico, é aquele que apresenta «maior mortalidade», explicou Carlos Oliveira.
A este propósito, observou que, enquanto o cancro do intestino se consegue curar em «percentagem significativa», no cancro do pulmão não se consegue atingir os cinco por cento de cura, pelo que é o que «mata mais».
Quanto ao cancro do colón rectal, o mais vulgar em Portugal, o presidente da LPCC apelou ao Ministério da Saúde para que avance com o programa de rastreio deste tipo de cancro com a pesquisa de sangue oculto nas fezes e que pode ser feito em articulação com os Centros de Saúde no âmbito de um programa organizado.
Questionado sobre a capacidade de prevenção e resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Carlos Oliveira salientou que, até há poucos anos, o SNS encontrava-se entre os 20 melhores do mundo e entre os primeiros a nível europeu, dizendo esperar que «não haja uma degradação desse serviço que foi uma conquista considerável dos portugueses».
Fez votos de que o SNS, «com a participação ou não dos privados, como entenderem» os políticos, mantenha a qualidade e a capacidade de resposta a que tem habituado os portugueses.”
Artigo retirado de http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1822663 e editado para o blog por Eunice Tomé

domingo, 3 de abril de 2011

9ª Curiosidade sobre o Cancro...


A Fundação Champalimaud e o Ministério da Saúde assinaram esta quinta-feira um protocolo que irá permitir aos doentes com cancro que são seguidos no Serviço Nacional de Saúde terem acesso aos tratamentos e à investigação que vão ser desenvolvidos no Centro de Investigação Champalimaud.
Doentes com cancro a partir de Junho no Centro Champalimaud

O Centro de Investigação Champalimaud, em Lisboa, vai começar a receber os primeiros doentes de cancro em Junho, agora que o acordo com o Ministério da Saúde também já está assinado para que possam ser ali tratados beneficiários do Serviço Nacional de Saúde. O anúncio foi feito ontem por Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud, depois de uma reunião do seu conselho de curadores, um órgão consultivo.
Leonor Beleza espera que se estabeleçam parcerias com redes europeias de ensaios clínicos


"Os serviços clínicos vão iniciar-se a meio de Junho. Vamos trabalhar por áreas de cancro abrindo sucessivamente. A primeira é a do cancro da mama e é essa que se inicia em Junho", referiu Leonor Beleza. Os ge- nito-urinários, como da próstata e bexiga, e os digestivos estão incluídos nessas áreas a abrir mais tarde.

O acordo entre a Fundação Champalimaud e o Ministério da Saúde, assinado anteontem, permitirá tratar doentes do Serviço Nacional de Saúde que sejam encaminhados para o hospital de dia do Centro de Investigação Champalimaud. Mas Leonor Beleza quer que o conteúdo do acordo seja divulgado pelo Ministério da Saúde - que ontem também se escusou a adiantar mais informações -, acrescentando apenas que vai para além do tratamento de doentes.

A ideia é que o Centro Champalimaud, com os seus investigadores e médicos, e as instituições do Serviço Nacional de Saúde colaborem entre si, criando uma plataforma de trabalho para investigar o cancro e novos tratamentos. "Em conjunto, podemos participar em redes de ensaios clínicos", especificou Leonor Beleza.

Portugal está arredado da maior parte dos ensaios clínicos internacionais levados a cabo pelas empresas farmacêuticas (em todas as áreas e não só no cancro). A aprovação dos ensaios, pelas autoridades de saúde portuguesas, tem demorado tanto tempo que quem faz esses ensaios internacionais muitas vezes nem considera incluir doentes portugueses.

Mas os ensaios, além de possibilitarem avanços científicos importantes, também permitem aos doentes ter acesso a medicamentos experimentais, que ainda não estão à venda.

Três novos nomes
Se por um lado o Serviço Nacional de Saúde deixará de ter custos com o tratamento desses doentes, que será pago pela entidade promotora dos ensaios clínicos, como as empresas farmacêuticas, por outro lado o Centro de Investigação Champalimaud passa a ter acesso a um número maior de doentes para os seus estudos. Os doentes de outros subsistemas de saúde também terão acesso aos tratamentos do centro, que, além da investigação do cancro a pensar na sua aplicação rápida na clínica, irá dedicar-se à investigação básica em neurociências.

O protocolo com o Ministério da Saúde é um "acordo-chapéu", como lhe chamou Leonor Beleza, e irá traduzir-se depois em "acordos com hospitais e administrações regionais de saúde".

Ontem, Leonor Beleza apresentou também algumas peças que faltavam na estrutura dirigente do Centro de Investigação Champalimaud. Zvi Fuks, norte-americano de origem israelita, de 74 anos, vem dirigir todo o centro. Ao italiano Carlo Greco, de 47 anos, caberá a direcção da investigação clínica do cancro. E o português António Parreira, de 63 anos, será o director clínico do hospital de dia do centro. Fica só em aberto o lugar de director científico do programa do cancro.

Os três novos directores têm trabalhado todos na área do cancro. Vêm juntar-se ao norte-americano Zachary Mainen, director científico do programa de neurociências e que há alguns anos deixou o Laboratório de Cold Spring Harbor, nos Estados Unidos.


Retirado do site "Público.pt" e adaptado para o blog por Mark Simões

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Descoberto medicamento capaz de tratar diferentes tipos de cancro


Investigadores da Universidade de Michigan, nos EUA, descobriram um fármaco com potencial para tratar vários tipos de cancro, avança o portal ISaúde.
Estudo em ratinhos mostrou que o medicamento AT-406 ataca as proteínas que impedem a morte celular normal de acontecer. O bloqueio dessas proteínas fez com que as células cancerígenas morressem sem, no entanto, danificar as células normais.
Os investigadores defendem que a droga pode ser usada isoladamente ou em combinação com outros tratamentos.
O processo normal de morte celular, apoptose, é o que mantém as células normais em cheque. Quando a apoptose é interrompida, as células se reproduzem sem controlo, o que é uma marca registada do cancro humano.
"Remover o bloqueio da apoptose nas células tumorais do cancro é uma abordagem terapêutica completamente nova e pode beneficiar o tratamento de muitos tipos de tumores humanos", diz o autor do estudo Shaomeng Wang.

Novo tratamento:
Nova droga ataca directamente as proteínas inibidoras de apoptose ou IAPs, que impedem a morte celular.
Os investigadores descobriram que a AT-406 destrói estas proteínas nas células cancerígenas. Enquanto isso, a droga tem pouco ou nenhum efeito sobre as células normais.
Em modelos animais, a droga encolheu tumores, mas causou poucos efeitos colaterais. A droga foi projectada para ser tomada por via oral, o que investigadores dizem ser mais fácil de administrar do que as tradicionais quimioterapias intravenosas.
"O nosso objectivo de pesquisa é traduzir a nossa ciência e a descoberta de novos medicamentos eficazes para os pacientes", disse Wang."Estou muito contente de ver a droga que nós projectámos, fizemos e testamos no nosso laboratório a ser dada a pacientes".
  

sábado, 26 de março de 2011

8ª Curiosidade sobre o Cancro

Cientistas conseguiram travar cancro de se espalhar bloqueando enzima
A mortalidade do cancro deve-se em grande parte devido à capacidade da doença se espalhar por todo o corpo. Agora, uma equipa de cientistas conseguiu travar este processo bloqueando uma enzima em ratinhos. A descoberta foi publicada esta semana na revista Cancer research

Sabe-se que a dada altura, durante o desenvolvimento do cancro, as células cancerígenas conseguem libertar-se do tumor onde nasceram, entram na corrente sanguínea e viajam até se implantarem noutros locais, criando uma nova região cancerígena. Quando se dá este processo torna-se muito difícil de curar o cancro.

A equipa de cientistas responsável por esta investigação, do Instituto de Investigação do Cancro, no Reino Unido, explica que 90 por cento das mortes por cancro devem-se a esta migração.

Os cientistas estudaram o efeito da enzima LOXL2 neste processo. A equipa mostrou que no cancro da mama, uma grande concentração desta enzima está associada com a migração do cancro. Os cientistas conseguiram diminuir esta migração, bloqueando esta enzima em ratinhos. Segundo os cientistas, esta enzima ajuda as células cancerígenas a libertarem-se do tumor e a entrar na corrente sanguínea.

Nas experiências, os cientistas utilizaram químicos e anticorpos para bloquearem a actividade da LOXL2, o que parou o cancro de se espalhar para outros tecidos.

“LOXL2 é um alvo de tratamento fantástico, é altamente provável que venha a ser utilizado em testes clínicos”, disse Janine Erler, líder da equipa. A cientista defende ainda que a enzima pode ser utilizada para detectar o estado de avanço do cancro e ajudar a determinar a previsão clínica dos pacientes.
Retirado do site "Público.pt" e adaptado para o blog por Mark Simões

sexta-feira, 25 de março de 2011

Trate-se com comida


Reduza o risco de cancro.


O cancro colorrectal é mais frequente nos países ocidentais, e é o cancro que mais mata em Portugal. Para reduzir o risco, a Sociedade Americana do Cancro recomenda que corte no consumo de carne vermelha e aumente o consumo de fruta, vegetais e cereais.
Acrescente também estes super-alimentos ao seu menu (novas pesquisas sugerem que são particularmente eficazes):
Leite Beber duas ou mais chávenas por dia reduz em 22% o risco de desenvolver cancro do cólon, de acordo com uma recente revisão de 27 estudos que haviam sido feitos. O leite desnatado parece trazer maiores benefícios.

Peixe Num estudo recente que abrangeu 1800 americanos adultos, aqueles que comeram muita comida com elevados níveis de ácido ómega-3 reduziram o seu risco de cancro do cólon em 39%. Fazer duas refeições com peixes gordos por semana (tais como atum, sardinha ou salmão) é o ideal, dizem os investigadores. É mesmo a porção recomendada para ter um coração saudável.

Soja Por cada 5g de soja comida todos os dias, as suas probabilidades de desenvolver cancro colorrectal caem cerca de 8%, de acordo com um estudo que abrangeu 68000 mulheres chinesas. Outra pesquisa demonstra que as moléculas gordas da soja, chamadas sphingadienes, são tóxicas para as células cancerígenas do cólon.

Alho Não só é saboroso como também é rico em antioxidantes que impedem o desenvolvimento de cancro do cólon. Cinco dentes de alho por semana, cru ou cozinhado, reduzem o risco em cerca de 37%.
 

Artigo retirado da Revista Selecções e editado para o blog por Eunice Tomé

quarta-feira, 23 de março de 2011

7ª Curiosidade sobre o Cancro...

O exame ginecológico da colposcospia, o chamado esfregaço de Papanicolaou que assinala a presença de células anormais, detecta apenas 43,5 por cento dos casos de cancro do colo do útero. Mas quando é feito em conjunto com um teste para detectar o vírus do papiloma humano, a percentagem é bastante diferente: são identificados todos os casos, conclui um estudo realizado por cientistas das universidades de Hanôver e Tübingen, na Alemanha, e que foi publicado na revista "British Journal of Cancer".

Sabe-se que o vírus do papiloma humano (HPV, na sigla inglesa) causa cancro no colo do útero, uma doença lenta e mortal, que, se for detectada muito cedo, é curável. Contudo, morrem por ano na Europa 12.800 mulheres com esta doença, uma vez que os exames ginecológicos não detectam o vírus.

"Este estudo confirma a necessidade urgente de se introduzir o teste do vírus do papiloma humano para combater esta lenta, mas fatal doença. Isto junta-se às provas que têm surgido nos últimos anos, em toda a União Europeia, sobre as deficiências do teste de Papanicolaou e a eficiência do teste ao vírus do papiloma humano na detecção do cancro do colo do útero," diz a eurodeputada Ria Oomen-Ruijten, uma das fundadoras da associação European Human for HPV Testing, criada em Setembro de 2001.

O coordenado do estudo, Karl-Urich Petry, do Departamento de Ginecologia Oncológica da Faculdade de Medicina da Universidade de Hanôver, baseou-se numa amostra de 8466 mulheres, com 30 ou mais anos, que foram a consultas de ginecologia entre Dezembro de 1998 e Dezembro de 2000.

Segundo os resultados do estudo, das 37 mulheres com carcinoma invasivo, em 20 os resultados do teste de Papanicolaou foram completamente normais. Face a estas conclusões, a colposcopia, introduzida nos anos 40, deverá ser combinada com a detecção do vírus do papiloma humano, que se transmite através de relações sexuais.
Retirado do site "Público.pt" e adaptado para o blog por Mark Simões

terça-feira, 22 de março de 2011

Dados sobre os vários tipos de cancro:

 
 
 
Artigo retirado de http://www.pop.eu.com/portal/publico-geral/tipos-de-cancro.html e editado para o blog por Eunice Tomé

sexta-feira, 18 de março de 2011

Cancro e o Tabaco

História do Tabaco
O tabaco, juntamente com as batatas e a sífilis, foi um dos “presentes” do Novo Mundo para o Velho. A nicotina recebeu o seu nome de Jean Nicot, um embaixador francês em Lisboa, do século XVI, que era um grande partidário do acto de fumar e que, em 1559, enviou tabaco para Catarina de Médici, a então rainha de França. O tabaco foi posteriormente introduzido em Inglaterra, em 1586, por sir Walter Raleigh. O consumo do tabaco foi activamente encorajado na Guerra dos Trinta Anos, nas campanhas napoleónicas, na Guerra da Crimeia e, com mais notoriedade, na Primeira Guerra Mundial. O consumo do tabaco reduz o medo e a ansiedade e suprime o apetite, e estes efeitos foram considerados benéficos para os soldados. 
Jean Nicot

O que é o Cancro?

O cancro não é uma doença só, mas um grupo de doenças com sintomas diferentes. Quase todos os cancros têm a mesma causa básica: as células multiplicam-se descontroladamente porque a regulação normal da sua divisão sofreu danos. Os genes defeituosos na raiz do problema – e tem de haver mais do que um desses genes – podem ser herdados ou podem sofrer mutação causada por carcinogénios conhecidos (agentes causadores de cancro) ou pelo processo de envelhecimento.

Tumores Cancerosos (Tumores Malignos)
Um cancro é uma excrescência ou nódulo que danifica os tecidos e órgãos circundantes e que se pode espalhar a outras partes do corpo.
Normalmente, as células dividem-se e substituem-se a um ritmo controlado. Um tumor maligno ou canceroso é uma massa de células anormais que se dividem demasiado depressa e que não desempenham as funções normais do seu tecido. Estas células muitas vezes têm tamanho e forma irregular e são poucos semelhantes às células normais das quais surgiram. Este aspecto irregular é muitas vezes utilizado para diagnosticar o cancro num exame microscópico de uma pequena amostra de tecido colhido de um tumor. Um tumor aumenta gradualmente, invadindo as células normais, pressionando os nervos e infiltrando-se nos vasos sanguíneos e linfáticos. É importante distinguir um tumor maligno de um não maligno.

Tumores Benignos (Tumores não Cancerosos)
Os tumores benignos são causados por células alteradas que se multiplicam anormalmente e que não desempenham as suas funções normais. Contudo, estes tumores são autocontidos e não se disseminam aos tecidos circundantes nem para outro local do corpo. Se não causarem problemas, podem dispensar tratamento. Mas alguns tumores benignos crescem tanto que se tornam inestéticos ou comprimem zonas circundantes, e nesses casos aconselha-se o tratamento.

Como começa o cancro?
Os cancros são desencadeados por carcinogénios (como fumo e certos vírus). Contudo, a hereditariedade de genes defeituosos também desempenha um papel.
Os agentes causadores de cancro – carcinogénios – danificam genes específicos (secções de ADN) conhecidos por oncogenes que regulam processos vitais, como a divisão e o crescimento celular, e a capacidade das células defeituosas se autodestruírem. A maior parte dos genes danificados são reparados como parte do metabolismo celular normal, mas alguns podem ser alterados gradualmente ou sofrer mutações pela exposição regular a um carcinogénio. Os danos nos oncogenes podem fazê-los produzir versões alteradas das suas substâncias químicas  na célula, fazendo-a funcionar anormalmente. A célula acaba por se tornar cancerosa e por se dividir para formar um tumor

Formação de um tumor
Basta apenas uma célula sofrer alterações cancerosas para se formar um tumor. Esta célula não detectada pelo organismo divide-se em duas células, que fazem o mesmo, e por diante. Todas as células resultantes herdam as alterações cancerosas. O número total de células duplica com cada divisão. Um tumor sólido é detectável ao fim de 25-30 duplicações.

Como se espalha o cancro?

A característica que define um tumor maligno é a sua capacidade de se disseminar, não apenas localmente para os tecidos adjacentes, mas também para locais distantes.
A disseminação de células cancerosas para locais distantes no organismo denomina-se metastização. O tumor inicial chama-se o tumor primário, e os que se desenvolvem em locais remotos são conhecidos por tumores secundários ou metástases. Os tumores secundários não surgem aleatoriamente: por exemplo, o cancro da mama tende a disseminar-se para os ossos e pulmões. Para metastizar, as células cancerosas ultrapassam obstáculos, como os glóbulos brancos da limpeza e outras armas do sistema imunitário. Contudo, depois de penetrarem no tecido saudável, as células malignas montam o seu próprio sistema sanguíneo invadindo os vasos e produzindo substâncias que os estimulam a infiltrar o tumor (angiogénese). As principais vias de disseminação são os sistemas sanguíneo e linfático.
Disseminação pela linfa
O sistema linfático é uma rede de vasos que contêm linfa e de nódulos (gânglios) que contêm glóbulos brancos. As células cancerosas entram para um vaso linfático e viajam até um gânglio linfático; algumas células podem ser destruídas pelo sistema imunitário, interrompendo a disseminação.
Disseminação pelo sangue
O cancro primário espalha-se para locais do corpo com boa irrigação sanguínea, como o fígado, os pulmões e o cérebro. O fígado é um local comum, uma vez que recebe uma grande irrigação do coração e também dos intestinos pelo sistema porta hepático. Quando as células cancerosas atingem vasos sanguíneos muito pequenos, podem forçar as células dos vasos e invadir os tecidos além deles.

O tabaco
O fumo do tabaco é uma mistura de mais de 3000 substâncias diferentes, incluindo a nicotina, estimulante e viciante, benzeno, amónia, cianeto de hidrogénio, monóxido de carbono e alcatrão. Sabe-se que os elementos de alcatrão a arder no fumo são altamente cancerígenos. O risco de desenvolver cancro do pulmão aumenta com o número de cigarros que se fuma por dia, o seu teor em alcatrão, o número de anos que a pessoa fumou, e a profundidade de inalação para os pulmões. Outro factor de risco é a exposição regular ao fumo de cigarro dos outros, o fumo passivo.

Cancro do pulmão
Um tumor maligno no pulmão, o cancro do pulmão, é o cancro mais comum em todo o mundo, com mais de um milhão de novos casos diagnosticados todos os anos. A causa mais comum do cancro do pulmão – responsável por quase 9 em cada 10 casos – é o fumo de tabaco. Antigamente, o cancro do pulmão era muito mais comum nos homens do que nas mulheres, porque havia mais homens que fumavam do que mulheres. Contudo, a incidência da doença em mulheres cresceu rapidamente nas últimas décadas do século XX. A doença também se torna cada vez mais comum em países em vias de desenvolvimento, com o aumento do tabagismo e o crescimento das populações urbanas. Muitos produtos irritantes inalados disparam o crescimento de células anormais nos pulmões, mas o fumo de cigarro contém milhares de carcinogénios conhecidos.
Disseminação do cancro do pulmão
O cancro do pulmão pode disseminar-se (metastizar) a outras partes o corpo. As metástases nos ossos podem provocar dores e fracturas; no cérebro, dores de cabeça e confusão; e no fígado, perda de peso e icterícia.
Células cancerígenas em disseminação
Partículas cancerígenas transportadas no ar alojam-se nas vias aéreas e contribuem para o desenvolvimento de células cancerosas. Algumas destas células podem afastar-se e viajar no sangue ou na linfa, desencadeando tumores secundários.


Ligações epidemiológicas iniciais a cancros não pulmonares
Em 1961, John Hill, um médico de Londres, relatou vários casos de cancro nasal entre os grandes utilizadores de tabaco por inalação e, em 1795, Thomas van Soemmering sugeriu uma ligação entre fumar cachimbo e o cancro do lábio. Ulysses S. Grant, general ianque na guerra civil americana e posteriormente presidente dos EUA, morreu em 1885 de cancro da garganta, que foi atribuído aos seus charutos. Num artigo estudo nos anos 1920, o Dr. R. Abbe observou que em 90 pacientes com cancro oral 89 eram fumadores.

Ligações epidemiológicas com o cancro do pulmão
Em 1939, o Dr. Franz Müller, da Universidade de Colónia, realizou o que é geralmente reconhecido como o mais antigo estudo de caso-controlo sobre fumar, que mostrou que uma proporção muito elevada de pacientes com cancro do pulmão era grandes fumadores. Contudo, os resultados foram descartados como pouco fiáveis, porque Hitler era um antifumador fanático e tinha influenciado os resultados. Pouco tempo após a Segunda Guerra Mundial, numa altura em que 90% dos adultos do sexo masculino do Reino Unido fumavam, Austin Bradford Hill, Edward Kennaway, Percy Stock e Richard Doll resolveram investigar as ligações entre fumar e o cancro do pulmão, usando uma estratégia de dose-resposta num caso-controlo. O seu estudo de caso-controlo foi realizado em 1948 em 20 hospitais londrinos, entrevistando um paciente com cancro gástrico ou do cólon.
Em todas as análises, havia uma relação dose-resposta entre o número de cigarros fumados e o risco de cancro do pulmão. Isto foi publicado em 1950  no British Medical Journal (BMJ). Em 1951, Doll e Hill realizaram um estudo de coorte prospectivo de 60 000 médicos constantes dos registos médicos, que foram recrutados através de uma carta publicada no BMJ. Foram recebidos 40 000 respostas e, nos dois anos e meios seguintes ocorreram 789 mortes, incluindo 36 por cancro do pulmão. Doll e Hill encontraram um aumento significativo no risco de cancro do pulmão com o aumento do consumo de tabaco. Notaram, contudo, que os dois únicos médicos que definitivamente morreram por fumar, tinham morrido após pegar fogo às suas camas enquanto fumavam na cama. Esta relação foi mantida numa actualização do estudo inicial em 1993, que agora inclui 20 000 mortes: 883 por cancro do pulmão. O risco relativo por fumar 25 g de tabaco por dia foi 20 vezes superior.
Resultados semelhantes foram reportados no inicio dos anos 1950 nos EUA por Ernst Wynder, um estudante de Medicina, e por Evarts Graham, um cirurgião torácico, que publicaram, no Journal of the American Medical Association, um trabalho intitulado “Fumar Tabaco como um Factor Etiológico Possível no Carcinoma Broncogénico: Um estudo de 684 Casos Provados”. O Evarts, um fumador inveterado, não fez caso das suas próprias descobertas e morreu de cancro do pulmão.

Conclusão
Cerca de 17 milhões de pessoas poderão morrer anualmente de cancro em todo o mundo na década de  2030.
Deverá haver 27 milhões de novos casos de cancro diagnosticados, aumentando assim o número de pessoas doentes para 75 milhões.
Estes dados contrastam com os números avançados em 2000, em que se estimava que existiriam quase 11 milhões de novos casos anuais, 25 milhões de pessoas a viverem com esta enfermidade e 7 milhões que faleceram devido ao cancro.
Consumir 10 cigarros equivale a viver três horas e 40 minutos menos, enquanto que consumir um maço completo retira um dia e meio de vida ao fumador.
Cada vez que um homem fuma um cigarro está a diminuir o tempo de vida em 11 minutos.
Como se fosse pouco, o estudo publicado pela revista cientifica British Medical Journal, afirma que os viciados em tabaco diminuem em 6,5 anos a sua esperança de vida por causa dos cigarros.
Tu és importante, por isso se fumas, pensa que a cada cigarro estás a diminuir o tempo de vida que tens com as pessoas que te amam. Se precisares de ajuda para deixar de fumar, consulta o teu médico de família.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Sinais de alerta para a prevenção do cancro


1.       Modificação da cor, dimensões ou ulceração de verruga ou sinal
2.       Alteração dos hábitos intestinais ou urinários
3.       Rouquidão ou tosse persistente
4.       Dificuldade em engolir ou má digestão permanente
5.       Ferida que não cicatriza
6.       Hemorragia ou corrimento anormal pelos orifícios naturais
7.       Nódulo ou dureza persistente na mama ou outra parte do corpo

http://arquivo.sinbad.ua.pt/Cartazes/2006005881


Artigo retirado de: http://mccandrade.no.sapo.pt/cancro.htm e editado para o blog por Eunice Tomé

quarta-feira, 16 de março de 2011

6ª Curiosidade sobre o Cancro

Mutação associada ao nanismo previne cancro e diabetes
Uma mutação num gene fundamental para o crescimento, que origina um tipo de nanismo, previne o cancro e a diabetes numa população de anões no Equador, mostra um estudo publicado em avanço na revista Science Translational Medicine.

Uma equipa internacional de cientistas analisou durante 22 anos um grupo de anões que vivem no Equador e que sofrem da síndrome de Laron. Esta doença acontece quando existe uma mutação num local determinado de um gene que codifica a proteína das células que reconhece a hormona do crescimento.

Esta proteína provoca uma série de acontecimentos, entre os quais o crescimento dos ossos, que é responsável pelo aumento da estatura das pessoas durante as duas primeiras décadas de vida. Quando ocorre esta mutação, as células tornam-se insensíveis à hormona de crescimento e as pessoas mantêm-se pequenas com várias características associada ao nanismo.


Os cientistas compararam 100 indivíduos com esta síndrome com 1600 familiares que tinham a estatura normal. Isto garantia que os dois grupos estavam submetidos aos mesmos factores ambientais.

Ao longo de mais de duas décadas, a equipa não detectou nenhum caso de diabetes no grupo com a mutação e encontrou um único caso de cancro que não foi fatal. Do grupo de controlo, cinco por cento foram diagnosticados com diabetes e 17 por cento com cancro.

“As pessoas que tinham o receptor deficiente da hormona de crescimento não sofreram duas das maiores doenças relacionadas com o envelhecimento. Também têm uma incidência muito pequena de ataques cardíacos, mas o número de mortes devido a este problema é demasiado pequeno para determinar se é ou não significativo”, disse em comunicado o último autor do artigo, Valter D. Longo, investigador da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Segundo os estudos, a insensibilidade à hormona do crescimento faz com que haja menos oxidação da molécula de ADN, além de um comando rápido da morte de todas as células em que se acumulem danos no ADN. Estas duas características poderão explicar a diminuição de cancro.

Por outro lado, a população tinha uma sensibilidade maior à insulina, esta substância também estava menos concentrada no sangue – duas características que diminuem fortemente a hipótese de se desenvolver diabetes.

Esta população de anões foi descoberta em 1987 pelo investigador e médico Jaime Guevara-Aguirre, que pertence ao Instituto de Endocronologia, Metabolismo e Reprodução, de Quito, no Ecuador. O médico é o primeiro autor do artigo do estudo.

“Descobri a população em 1987”, disse ao New York Times Guevara-Aguirre. “Em 1994 apercebi-me que estes pacientes não tinham cancro comparado com os seus familiares. As pessoas disseram-me que eram demasiado poucas pessoas e para tirar alguma conclusão era preciso esperar dez anos, por isso eu esperei. Ninguém acresdiou em mim até falar com Valter Longo em 2005.”


Retirado do site "Público.pt" e adaptado para o blog por Mark Simões

segunda-feira, 14 de março de 2011

Os perigos do sol


Todos os anos surgem 700 novos casos de melanoma maligno, um dos tipos de cancro da pele mais graves.
As probabilidades de desenvolver este tipo de cancro de pele aumentam se as pessoas tiverem pele clara, mais de 50 sinais de pele, história pessoal ou familiar de melanoma ou outro cancro da pele, sistema imunitário enfraquecido e se existir uma exposição prolongada ao sol.
Proteja-se e, sempre que possível,... evite o sol do meio-dia (meio da manhã até ao meio da tarde); use sempre loções ou cremes que contenham protector solar; não utilize lâmpadas solares nem solários e use óculos de sol com lentes que absorvam os raios ultravioletas. 


Melanoma maligno!?
O melanoma maligno é o mais grave dos três tipos de cancro de pele (os outros dois são o carcinoma basocelular, e o carcinoma espinocelular). Isto deve-se ao facto de um melanoma, ao contrário dos outros dois disseminar (metastizar) com frequência através do corpo. O tumor desenvolve-se por vezes a partir de células pigmentadas de sinais vulgares da pele. Tal como para os outros carcinomas, muitos anos de exposição ao sol parecem ter um papel na génese da doença, mas neste caso esse factor é menos definido que nos outros dois tipos de cancro.
Quais são os sintomas?
O sintoma mais frequente é a alteração, em um ou poucos dias, de um sinal presente desde infância e que nunca se tinha modificado. O sinal pode começar a crescer, ficar manchado, mais claro ou mais escuro, ganhar uma margem negra que se espalha pela pele circundante, sangrar espontaneamente ou fazer comichão. Outro sintoma comum é o desenvolvimento de um novo sinal em qualquer altura depois da puberdade. Por vezes aparece na pele um alto avermelhado ou cor de carne. Um melanoma maligno pode ainda desenvolver-se nas sardas escuras e irregulares que por vezes aparecem na pele dos indivíduos mais velhos. A maioria dos melanomas malignos tendem a aparecer rm zonas da pele que estiveram expostas ao sol. Contudo, aparecem também noutras localizações, como as plantas dos pés ou entre os dedos.
Qual a frequência do problema?
Esta forma de cancro da pele é menos vulgar que as outras duas, e extremamente rara antes da adolescência, de modo que é muito pouco provável que uma criança a quem aparece um novo sinal esteja a formar um tumor maligno. Os tumores são mais frequentes entre as pessoas da meia-idade ou mais velhas, cuja pele é mais clara ou que passaram muito tempo sob a luz do sol – os Australianos, por exemplo, são bastante susceptíveis.
Quais os riscos?
Como este cancro se pode disseminar (daí o nome «melanoma maligno»), o diagnóstico e tratamento precoces são imprescindíveis; de outro modo, o prognóstico é mau.
O que se deve fazer?
Uma alteração num sinal pode não ser maligna, mas dever-se apenas a uma simples lesão sem importância. Do mesmo modo, uma alteração da pigmentação de uma zona talvez resulte de uma doença inofensiva da pele. Todavia, uma pessoa que apresente qualquer um dos sintomas descritos não deve hesitar em consultar um médico imediatamente. Mesmo que o médico conclua que o sinal ou a tumefacção é inofensivo, poderá decidir removê-lo e examiná-lo ao microscópio (biopsia), em busca de células cancerosas. Se o diagnóstico se confirmar, inicia-se imediatamente o tratamento do melanoma no hospital. O melanoma é cortado com uma grande margem de tecidos vizinhos. Muitas vezes, efectua-se ao mesmo tempo um excerto de pele para cobrir as áreas retiradas. Em alguns casos fazem-se sessões de radioterapia ou aplica-se qualquer outro tratamento.

Mas para saber tudo sobre o melanoma existe agora um site que disponibiliza toda a informação necessária. O www.infocancro.com visa informar a população sobre os vários tipos de cancro e apoiar as pessoas que sofrem desta doença.
Para ir ao encontro das necessidades de informação dos Portugueses, o site está dividido em seis áreas distintas: o que é o cancro, tipos de cancro, questões a esclarecer, apoio ao doente, outros sites e comentários. Para mais informação sobre sintomas, diagnóstico e tratamentos do melanoma, consulte www.infocancro.com .


Artigo retirado da Revista Selecções e do livro:"The Macmillan Guide To Family Health" e editado para o blog por Eunice Tomé