sábado, 29 de janeiro de 2011

Eu como fruta e vegetais!

Comendo bastante fruta e vegetais pode reduzir-se o risco de cancro para metade em relação a todos aqueles que têm dieta pobre nestes alimentos.

As pessoas são o que comem!
O nosso bem-estar físico está largamente dependente de uma boa alimentação.
Nos aderimos aos hábitos alimentares adquiridos em casa durante a nossa vida; a base de uma vida saudável é alicerçada desde a infância através de uma dieta variada e saudável.
Embora se divulgue com profusão tipos de comida que possam causar cancro, na realidade sabemos mais sobre o que pode ajudar a preveni-lo. Os mais importantes destes alimentos são os vegetais e fruta. Existem evidências claras que uma dieta rica em fruta e vegetais está associada a uma vida saudável.
Os vegetais são ricos em vitaminas, micronutrientes e fibras. Contêm, entre outras substâncias, anti-oxidantes e flavenóides, que ajudam a prevenir numerosas doenças tais como o cancro e doenças cardiovasculares.
O conteúdo energético dos vegetais é baixo, p+elo que podem ser consumidos em grandes quantidades sem riscos de uma obesidade indesejada e inconveniente pelos factores negativos que acarreta. A variedade é a grande força dos vegetais e da fruta. É fácil comer o suficiente sem nos saturarmos. Podemos comê-los quer preparados como um parto principal ou complementando outras refeições.
Se tem fome entre as refeições pode comer fruta em vez de chocolate. E assim sucessivamente, pode provocar uma alteração no seu regime alimentar.
Os vegetais e a fruta são alimentos muito saudáveis e com uma variedade tão grande que quase toda a gente tem a possibilidade de encontrar qualquer coisa que agrade ao seu paladar. Uma pessoa gosta de nabos, outra de tomate, outra de couves, ou então gostamos de peras ou maças. Não gostamos de cerejas, mas gostamos de uvas.
Enfim, há um sem número de paladares à nossa disposição que só quem não quer não adere a este tipo de alimentação saudável. Podemos afirmar que não há escassez de alternativas: existe sempre uma variedade quase infinita de cores, formas, tamanhos e sabores ao nosso alcance, que nos ajuda na prática de uma alimentação saudável.


6x ao dia
Deve comer cinco a oito suplementos todos os dias, de fruta ou vegetais. Uma média de seis é boa. Constitui um suplemento: um tomate grande; uma chávena de vegetais cozidos; uma peça de fruta; uma taça de morangos ou cerejas; uma colher de geleia; um copo de sumo; uma cenoura; uma porção de grelos (couve ou nado); duas ou três rodelas de pepino, etc.
Quanta fruta e vegetais devo comer?
O conselho é dado normalmente em termos de porções ou de classes. De uma maneira geral, uma porção de fruta ou vegetais é uma única maçã, pêra, laranja ou banana, e quantidade equivalente de outras frutas mais pequenas ou por exemplo uma chávena de vegetais cozidos.
A quantidade de vegetais a ser incluída na dieta diária pode ser ilustrada usando apenas como exemplo um “prato modelo”. As proporções definidas podem ser adaptadas a outro tipo de cozida, como sopas, gratinadas ou cozidos.
Uma refeição pode ser composta por meio prato com vegetais, legumes gratinados ou cozidos, conforme prefira, peixe ou carne, deixando ainda espaço para batata, arroz ou massa. Algumas fatias de pão e uma sobremesa de fruta fresca tornam a refeição completa.
As crianças e os adolescentes precisam de um acompanham, então mais cuidado na sua alimentação, de preferência com acompanhamento específico. Esses cuidados vão beneficiar os jovens durante a chamada fase de crescimento e, melhoram o desenvolvimento e função do sistema nervoso, do sistema muscular e das glândulas.
Escrito e editado para o blog por Mark Simões

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vírus do Papiloma Humano e Cancro do Colo do Útero


O vírus do Papiloma Humano (HPV) é um vírus cujo genoma é constituído por DNA circular de cadeia dupla. Foram identificados até à data mais de 200 tipos de HPV dos quais cerca de 40 afectam, preferencialmente, o trato anogenital: vulva, vagina, colo do útero, pénis e áreas perianais. De acordo com o seu potencial oncogénico, os HPV podem ser classificados como vírus de “baixo risco” ou de “alto risco”.
Dos cerca de 15 HPV de alto risco que podem infectar o tracto anogenital, dois deles são responsáveis por mais de 70% dos casos de cancro do colo do útero, estando também associados a alguns casos de cancro vulgar, vaginal, peniano e anal.
Os HPV de baixo risco estão associados ao desenvolvimento de verrugas genitais.

Transmissão da infecção
O vírus do Papiloma Humano é responsável por uma das infecções por transmissão sexual mais comuns a nível mundial.
As infecções genitais por HPV são, geralmente, transmitidas por via sexual através do contacto epitelial directo (pele ou mucosa) e, raramente, por via cervical, durante o parto. Estão também descritos alguns casos de transmissão por contacto urogenital. A exposição nos primeiros anos após o início da vida sexual é frequente, mas não é universal.
As mulheres com início precoce das relações sexuais e com múltiplos parceiros nos primeiros anos de vida sexual, ou com um parceiro que tenha múltiplos parceiros, apresentam um risco maior de contraírem esta infecção. 

Desenvolvimento do Cancro do Colo do Útero
O cancro do colo do útero, o segundo tipo de cancro mais frequente na mulher em todo o mundo, tem uma etiologia bem conhecida, relacionada com a infecção por HPV (aproximadamente, 100% dos casos de cancro do colo do útero estão relacionados com infecção por HPV).
A integração do genoma de HPV no DNA da célula hospedeira promove a instalação genética, originando a replicação anárquica das células com acumulação de mutações genéticas e o aparecimento de displasias de grau variável que podem, se não forem detectadas e tratadas, evoluir para carcinoma invasivo.
A infecção persiste por HPV tem um período de latência prolongado (20 anos ou mais). O cancro do colo do útero desenvolve-se lenta e progressivamente e a idade de maior incidência da doença é entre os 45 e os 55 anos.


A existência de um tumor maligno com história natural complexa, mas bem conhecida e associada a um vírus (HPV), em quase 100% dos casos, levou ao desenvolvimento de duas vacinas. Desde Dezembro de 2006 está comercializada em Portugal a vacina tetravalente (Gardasil ®), desenvolvida contra os HPV 16 e 18 (responsáveis por 70% a 75% de casos de cancro do colo do útero) e contra os HPV 6 e 11 (responsáveis por cerca de 90% de casos de verrugas genitais/ condilomas).
Desde Outubro de 2007 está também comercializada em Portugal a vacina bivalente (Cervarix ®), desenvolvida contra os HPV 16 e 18 (responsáveis por 70% a 75% de casos de cancro do colo do útero).

Ambas as vacinas estão recomendadas a raparigas e mulheres jovens num esquema vacinal de 3 doses por via intramuscular e para nenhuma delas está estabelecida a necessidade de reforços.
A vacinação deve ser efectuada, preferencialmente, a jovens adolescentes antes do início de vida sexual activa; em Portugal, foi decidido administrar a vacina HPV por rotina no Programa Nacional de Vacinação (PNV) às raparigas de 13 anos de idade.
Nenhuma das vacinas existentes confere protecção contra todos os HPV oncogénicos e o seu efeito só se verificará a médio/ longo prazo. A continuidade e o desenvolvimento do rastreio do cancro do colo do útero é fundamental.
Direcção-geral de Saúde, Outubro de 2008 (adaptado)
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé  

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tumores benignos do intestino grosso (incluindo pólipos)

 
Alguns tumores do intestino grosso são malignos, mas os tumores benignos são mais frequentes. Ocorrem isoladamente ou em grupo, devido a razão desconhecida; a maioria são pequenos, agrupando-se em forma de cacho, sendo tais tumores conhecidos por «pólipos», embora um tumor benigno possa ocasionalmente desenvolver-se o suficiente para provocar obstrução intestinal. Atendendo a que 1 em cada 100 tumores benignos se torne maligno, por rotina aqueles são extraídos quando descobertos.
Muitas pessoas têm tumores assintomáticos, desconhecendo a sua existência. São com frequência detectados quando, por qualquer outro motivo, se faz uma radiografia. Por vezes, contudo, os tumores benignos revelam-se pelo aparecimento de vestígios de sangue negro nas fezes, ou de um corrimento do ânus que mancha a roupa interior. Tais tumores são, com frequência, diagnosticados e extraídos simultaneamente através de colonoscopia, sigmoidoscopia ou proctoscopia. Se isto não for praticável no seu caso, poderá haver necessidade de recolher a uma laparotomia relativamente simples, para ablação dos tumores, evitando assim o ligeiro risco de obstrução ou transformação em tumor maligno.
Escrito e editado para o blog por Eunice Tomé  

Vídeo acerca do cancro



 Por Eunice Tomé 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A doença do medo!

 Para muitos indivíduos, a simples menção da palavra cancro provoca uma sensação de temor, de angústia e de tranquilidade. Experiências penosas com parentes ou seres queridos costuma ser a base dessa resposta inconsciente e de certa forma, justificada: trata-se de um distúrbio de gravidade inegável que, sem tratamento, conduz irremediavelmente à deterioração global da saúde e que constitui uma das principais causas de morte. Contudo, ainda se desconhecem muitas coisas sobre a sua origem e ainda não se encontraram fórmulas para a cura de forma eficaz de 100% dos casos, mesmo assim, não podemos subestimar os resultados alcançados nos últimos tempos.
Os tipos de cancro são muito diversos e apresentam diferentes formas de evolução e diferentes respostas ao tratamento. Nalguns casos, e em especial quando o tratamento é tardio, a actuação médica só pode ser encaminhada para aliviar os incómodos provocados pela sua evolução. Mas, noutros casos, felizmente cada vez mais, as possibilidades terapêuticas são realmente altas e permitem a cura total e definitiva da doença.
Assim, como há bem pouco tempo o mais comum era enfrentar este tema racionalmente e com resignação, hoje em dia o mais adequado é enfrentá-lo com esperança. Calcula-se que mais ou menos 40% das pessoas às quais é diagnosticado cancro podem curar-se por completo e que muitas outras podem levar uma vida de qualidade aceitável durante muitos anos. É conveniente, perante a existência desta doença que se solicite ao médico uma informação adequada, actualizada e realista para não haver especulações negativas. A própria atitude perante a situação parece ser um ponto de grande importância tanto na evolução do processo como na resposta ao tratamento. 

Escrito e editado para o blog por Eunice Tomé

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tumor de Wilms:

Nesta doença, que afecta quase exclusivamente as crianças com mais de cinco anos, forma-se um tumor maligno num dos rins. O principal sintoma é um alto duro num dos lados do abdómen; pode ainda haver sangue na urina e dores abdominais.

Qual a frequência?
O tumor de Wilms é muito raro; é responsável por 5% de todas as mortes por cancro, nas crianças entre os dois e os doze anos.

Quais os riscos?
Os riscos são os mesmos de todos os cancros: o espalhar-se as células malignas por outras partes do corpo. Contudo, os recentes progressos no tratamento do cancro aumentaram enormemente as perspectivas futuras para as crianças que são afectadas por esta doença.

O que se deve fazer?
Se forem notados os sintomas atrás descritos, deve consultar-se o médico sem demora. Se houver suspeitas da presença de um tumor, a criança terá de fazer uma radiografia especial, conhecida por pielografia intravenosa.

Qual o tratamento?
Se for diagnosticado um tumor de wilms, o rim afectado terá de ser extraído cirurgicamente. Serão ainda ministrados citotóxicos (anticancerígenos) com o fim de destruir quaisquer células cancerosas que tenham permanecido. Também a radioterapia pode ser aplicada com o mesmo propósito. Mais de 80% de todas as crianças afectadas conseguem curar-se.
Escrito e editado para o blog por Eunice Tomé

sábado, 22 de janeiro de 2011

4ª Curiosidade sobre o Cancro...

Gás Mostarda
O gás mostarda foi utilizado, pela primeira vez, na Primeira Guerra Mundial, em 1917, pelo exército alemão. Ao contrário de outra arma química que produz efeitos imediatos, o gás mostarda só produz, geralmente, sintomas algumas horas após o contacto. As vítimas sofrem graves danos nos tecidos muito antes de se aperceberem que necessitam de tratamento. O gás mostarda atinge também o ADN, sendo responsável por mutações que produz cancros e malformações nos recém-nascidos.
Além dos agentes químicos, as radiações podem também ser usadas como potentes armas. As armas nucleares baseiam-se na libertação de enormes quantidades de energia, sob diversas formas, devido à desintegração dos núcleos dos átomos. A onda de choque inicial conduz a uma destruição maciça e as radiações são responsáveis por graves queimadoras e produzem, nos sobreviventes, alterações no seu genoma que mais tarde se manifestarão sob a forma de cancro e de malformações. Os únicos registos de utilização de armas nucleares remontam a 1945, quando, na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lançaram duas bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki.
Contudo, ao longo das décadas seguintes, inúmeros testes nucleares foram realizadas, alguns dos quais levaram à contaminação de vastas áreas. Alem disso, algumas centrais nucleares têm sofrido acidentes que conduzem à libertação de radioactividade e consequente contaminação das áreas envolventes. Um dos maiores desastres ambientais resultantes da energia nuclear teve origem em Chernobyl, na Ucrânia (na altura pertencente à URSS). O acidente ocorreu no dia 26 de Abril de 1986 quando o reactor nuclear da central explodiu, libertando uma enorme nuvem radioactiva que se espalhou por milhares de quilómetros. Vinte e oito pessoas morreram nos dias seguintes ao acidente, devido ao elevado nível de radiação a que foram expostas. Mas os efeitos mutagénicos só se viriam a manifestar mais tarde, quando se começou a detectar um aumento exponencial de cancro da tiróide em crianças que viviam numa região vizinha (a Bielorrússia). Entre os indivíduos adultos expostos à radiação, especialmente os que foram destacados para proceder às operações de socorro e limpeza da zona, diversos cancros começaram a surgir.
Após o acidente, a elevada contaminação dos terrenos, construções, maquinas, etc., obrigou à criação de uma zona de exclusão com um raio de 30 km. Os habitantes foram deslocados, mas ainda hoje é possível observar mutações que se manifestam nos filhos dos indivíduos que foram expostos à radiação.

Escrito e editado para o blog por Mark Simões

sábado, 15 de janeiro de 2011

Tumor do olho:

Os tumores são crescimentos anormais de tecidos. São quer malignos – os quais habitualmente se disseminam – ou benignos – ficando localizados. Os tumores dos olhos são raros, geralmente malignos e indolores.


Melanoma maligno do olho
Este tumor assemelha-se a um tipo de cancro da pele. Verifica-se sobretudo na coroideia (a camada de vasos sanguíneos situada sobre a retina) ou no corpo ciliar (extensão anterior da coroideia). Por vezes cresce na íris. Apenas um olho é atingido. Mais de metade dos casos são descobertos durante um exame de rotina por um oftalmologista. Os outros são descobertos por o doente se queixar de perda gradual de visão no olho afectado. O médico efectua um diagnóstico angiográfico, que mostra a natureza do tumor. O tratamento habitual nos adultos jovens é a remoção do olho atingido, de modo a evitar-se a disseminação do tumor a outras partes do corpo. Nas pessoas idosas, em que o tumor cresce muito devagar e não acarreta perdas de visão, é habitualmente considerado melhor não mexer no olho; se, contudo, forem observados sinais de crescimento, é aconselhável retirar o olho.

Tumores secundários do olho
No caso de alguns cancros, há disseminação (metastização) de tumores secundários por via sanguínea ou linfática, a partir, por exemplo, de um tumor primitivo da mama ou do pulmão, que não afectam outras partes do corpo. Os tumores secundários do olho aparecem durante os estádios avançados desses tumores primitivos quando se verificam por detrás do olho, provocam a sua procidência. O efeito na visão varia com a sua posição no globo ocular e com o seu ritmo de crescimento.

Retinoblastoma
Tumor maligno da retina que aparece num ou em ambos os olhos, habitualmente nas crianças com menos de cinco anos. O doente não se queixa de quaisquer sintomas. Se a visão central de um só olho é atingida, a criança pode arranjar um estrabismo; é por este motivo que todos os estrabismos devem ser observados por um oftalmologista. O estrabismo verifica-se quando a coordenação está ausente: um olho olha para o objecto que se quer observar, enquanto o outro olha para qualquer outro lado.
Se o tumor não for descoberto no inicio do seu crescimento, pode tornar-se visível através da pupila como uma zona branca no interior do olho. Esta doença é muitas vezes hereditária. Se sabe de casos desta doença na sua família, é aconselhável consultar o médico antes de vir a ter filhos e, no caso de já os ter, torna-se imprescindível que fale na história de retinoblastoma familiar ao médico, para que a criança seja observada regularmente. Quando o tumor é detectado na sua fase inicial, a radioterapia mostra-se muito eficaz. Contudo, com o tumor em estádio já avançado, é preciso retirar o olho para evitar a disseminação de tumores secundários no resto do corpo, o que põem em perigo a vida da criança.

Escrito e editado para o blog por Eunice Tomé

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

6ª Curiosidade do Sistema Humano...

Cirurgia Cerebral

A cirurgia no cérebro é um campo especializado da neurociência no qual são executadas operações no cérebro ou nas meninges através de uma abertura feita no crânio (craniotomia) ou, mais raramente, através do nariz e da cavidade nasal.

Aplicações da Cirurgia Cerebral
A cirurgia pode ser usada para tratar vários problemas. Estes incluem tumores no cérebro ou nas meninges; pressão acrescida dentro do crânio devido a uma hemorragia, hematoma ou hidrocefalia; lesão cerebral traumática, por exemplo devido a uma lesão na cabeça; anomalias nos vasos sanguíneos, como aneurismas, e abcessos cerebrais. Menos frequentemente, a cirurgia pode ser usada para tratar casos graves de epilepsia que não tenham reagido à medicação e para obter amostras de biopsia. Uma forma altamente experimental de cirurgia cerebral conhecida por estimulação cerebral profunda, que envolve a colocação de eléctrodos dentro do cérebro, tem sido usada para tratar pacientes com perturbações de movimento como a doença de Parkinson e síndrome de Tourette.

Cirurgia Cerebral Estereotáctica
A um paciente prestes a ser submetida a uma estimulação cerebral profunda é primeiro fixo um caixilho ao couro cabeludo.  O caixilho ajuda o cirurgião a navegar para o local preciso do cérebro onde os eléctrodos devem ser implantados.


Cirurgia Transnasal
Um procedimento minimamente invasivo, a cirurgia transnasal envolve a inserção de um endoscópio (tubo de visualização) no nariz para aceder à base do cérebro. O endoscópio permite ao cirurgião ver o sítio da operação e podem ser passados instrumentos ao longo deste para realizar procedimentos cirúrgicos. A principal aplicação deste tipo de cirurgia cerebral é a remoção de tumores da glândula pituitária ou das meninges na base do cérebro. Não deixa cicatriz externa, normalmente requer apenas um breve internamento no hospital e tende a causar menos dor subsequente do que a cirurgia tradicional.


Escrito e editado para o blog por Mark Simões

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Excerto do trabalho...

O diagnóstico de cancro é mais comummente estabelecido após um relatório histopatológico de uma biopsia ou de ressecção tumoral. Um relatório histopatológico deve incluir quer as características patológicas grosseiras (tamanho do tumor, número e tamanho de gânglios linfáticos examinados), quer os achados microscópicos (grau do tumor, arquitectura, taxa mitótica, envolvimento da margem e invasão linfovascular). O grau e o estádio do cancro são factores importantes de prognósticos e podem influenciar as opções terapêuticas.

A malignidade é geralmente caracterizada por várias características comportamentais, particularmente a invasão e a metastização. O histopatologista, contudo, pode ter de identificar um cancro sem esta informação. Os cancros são compostos de células clonadas (são todas descendentes de uma única célula) e perderam o controlo da sua organização e arquitectura tecidular. Além da história natural, várias propriedades físicas ajudam a diferenciar entre os tumores benignos e malignos. Contudo não há uma única caracrterística histológica que define um cancro. Na verdade, nem existe uma única característica histológica que separe os tumores benignos dos malignos. Em geral, os tumores benignos raramente são ameaçadores da vida, mas podem causar problemas de saúde por causa da sua localização (por pressão ou obstrução de órgãos adjacentes) ou por sobreprodução de hormonas. Em contraste, os tumores malignos seguem normalmente uma evolução progressiva e, a não ser que sejam tratados com sucesso, são frequentemente fatais.

In situ ou invasivo?

Os cancros invasivos estendem-se para o esquema circundante. Por outro lado, os tumores que exibem todas as características microscópicas dos cancros mas que não rompem a membrana basal ooriginal são denominados cancros in situ (não invasivos). Os exemplos incluem o cancro da mama in situ confinado aos ductos (carcinomas ductal in situ (CDIS) ou nos lóbulos (carcinoma lobular in situ (CLIS). Têm sido encontrados cancros pré-invasivos similares em vários órgãos como o cérvix, o ânus, a próstata e os brônquios, e acredita-se que representam um estádio na progressão da displasia para o cancro.

Escrito e editado para o blog por Mark Simões

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

1ª Psicologia atrás do cancro

Celebridades com cancro
As celebridades influenciam as percepções do público e comportam-se excessivamente, e isto é verdade quer na oncologia quer em qualquer outra coisa. As celebridades com cancro têm contribuído de três principais formas; os relatos pessoais trazem as experiências dos doentes para a ribalta, os relatos dos pacientes famosos aumentam o estado de consciência do público e podem encorajar comportamentos saudáveis, como o deixar de fumar, e os pacientes famosos podem auxiliar as organizações de beneficência para o cancro e encorajar donativos. Exemplos proeminentes das perspectivas incluem o relato de John Diamond em C: "because cowards get cancer, too" e o de Ruth Picardie em "Before I say goodbye", dois comoventes relatos por jornalistas de renome. Os pacientes famosos podem influenciar as escolhas de tratamento que o público faz. Após a mastectomia de Nancy Reagan para um cancro da mama localizado, em 1987, houve uma queda de 25 por cento na escolha das mulheres americanas para a cirurgia conservativa da mama em relação à mastectomia. O sucesso da cirurgia do seu marido para o cancro do cólon Duke B, enquanto presidente em 1984, aumentou o estado de consciência e deu notoriedade aos sinais de alerta do cancro do cólon junto dos meios de comunicação. O tratamento do cancro com sucesso é frequentemente muito publicitado, e nenhum artigo descrevendo as vitórias ciclísticas de Lance Armstrong parecia completo sem a menção do seu tratamento para o tumor metastizado de células germinativas não-seminomatoso, ou das suas duas crianças concebidas com esperma armazenado antes da quimioterapia. Outros pacientes famosos usaram a sua riqueza e fama para estabelecer e suportar projectos de beneficência de suporte à investigação e tratamento do cancro, incluindo Bob Champion, um cavaleiro de corrida de obstáculos tratados para o cancro do testículo nos anos 1970, e Roy Castle, um não fumador durante toda a sua vida a quem foi diagnosticado um cancro do pulmão em 1992. É claro que ninguém está imune ao cancro, mesmo as estrelas de rock cujas mortes são tradicionalmente associadas ao suicídio e ao abuso de substâncias.
George Harrison Ano da morte: 2001 Idade: 58 Cancro do pulmão
Joey Ramone Ano da morte: 2001 Idade: 49 Linfoma não Hodgkin
Ian Dury Ano da morte: 2000 Idade: 58 Cancro colorrectal
        Dusty Springfield Ano da morte: 1999 Idade: 60 Cancro da mamaCarl Wilson Ano da morte: 1998 Idade: 52 Cancro do pulmão
Linda McCartney Ano da morte: 1998 Idade: 57 Cancro da mama
Frank Zappa Ano da morte: 1993 Idade: 53 Cancro da prostata
Freddy Mercury Ano da morte: 1991 Idade: 45 Sarcoma de Kaposi
Mel Appleby Ano da morte: 1990 Idade: 24 Tumor espinal
Bob Marley Ano da morte: 1991 Idade: 36 Melanoma Metastático
António Feio Ano da morte: 2010 Idade: 56 Cancro Pancreático

Escrito e editado para o blog por Mark Simões

5ª Curiosidade do Sistema Humano...


Construir uma memória  
A maior parte das experiencias não deixam marcas permanentes. No entanto, algumas são tão marcantes que alteram a estrutura do cérebro forjando novas ligações entre neurónios. Essas alterações possibilitam a reconstrução, ou “recordação”, da experiência gerada inicialmente, num momento posterior, através da actividade neuronal.

A anatomia da memória
Só as experiências que geram actividade neuronal invulgar e/ou intensa são codificadas como memórias. As alterações que criam uma memória a longo prazo demoram cerca de dois anos a consolidar, mas, assim que estiveram codificadas, essa memória permanece disponível para toda a vida. As memórias de longo prazo incluem eventos da própria vida (memórias episódicas) e de factos impessoais (memórias semânticas). Juntas, são denominadas “memórias declarativas”, pois podem ser relembradas conscientemente (“declaradas”). As memórias de procedimentos (corporais) e as memórias implícitas (inconscientes) também podem ser armazenadas a longo prazo.
Formar memória de longo prazo
0.2 segundos Atenção
O cérebro só consegue absorver uma quantidade limitada de informação sensorial de cada vez. Pode experimentar uma pequena entrada de vários eventos ao mesmo tempo, ou centrar a atenção num evento e extrair muita informação deste. A atenção provoca o disparo mais frequente dos neurónios que registam o evento. Essa actividade torna a experiência mais intensa; aumenta também a probabilidade de esse evento ser codificado como memória. Isso acontece porque quantos mais neurónios dispararem, mais fortes são as ligações que estabelece com outras células cerebrais.
0.25 segundos Emoção
As experiências intensamente emocionais, como o nascimento de um filho, têm mais probabilidades de serem constituídas como memórias porque a emoção aumenta a atenção. A informação emocional de um estímulo é processada inicialmente na via inconsciente que conduz à amígdala; isso pode produzir uma reacção emocional mesmo antes de a pessoa saber ao que está a reagir, como na reacção “luta ou fuga”. Alguns eventos traumáticos podem ser permanentemente armazenados na amígdala.
0.2 – 0.5 segundos Sensação
A maior parte das memórias deriva de eventos que incluem imagens, sons e outras experiências sensoriais. Quanto mais intensas as sensações, maior a probabilidade de a experiência ser relembrada. As partes sensoriais dessas memórias “episódicas” podem ser esquecidas mais tarde, deixando apenas um resquício do conhecimento factual. Por exemplo, a primeira experiência duma pessoa a ver a Torre de Blackpool pode ser reduzida ao simples “facto” da aparência da torre. Quando a torre é relembrada, dispara um fantasma da imagem visual, codificado na área visual do cérebro.
0.5 segundos – 10 minutos Memória de trabalho
A memória de “trabalho”, ou de curto prazo, é como texto num quadro branco, constantemente renovada. Começa com uma experiência e continua enquanto essa experiência é “mantida na cabeça” por repetição. Um número de telefone, por exemplo, pode ser repetido o tempo necessário para o marcar. Pensa-se que a memória de trabalho envolve dois circuitos à volta dos quais a informação é mantida viva durante o tempo necessário. Um circuito é para a informação visual e espacial, o outro é para o som. As rotas dos circuitos envolvem os córtices sensoriais, onde é registada a experiência, e os lobos frontais, onde é conscientemente relembrada. O fluxo de informação para e à volta destes circuitos é controlado por neurónios no córtex pré-frontal.
10 minutos – 2 anos Processamento no hipocampo
Experiências particularmente marcantes “escapam” da memória de trabalho e viajam para o hipocampo, onde são submetidas a mais processamento. Provocam actividade neuronal que circula à volta das camadas circulares de tecido; os neurónios hipocampais começam a codificar esta informação permanentemente por um processo denominado potenciação a longo prazo. A informação mais forte “repete-se” nas partes do cérebro que as registaram pela primeira vez. Uma imagem, por exemplo, volta ao córtex visual, onde é repetida como um eco do evento original.
A partir de 2 anos Consolidação
Uma memória demora cerca de dois anos a consolidar-se no cérebro e mesmo depois disso pode ser alternada ou perdida. Durante esse tempo, os padrões de disparo neuronal que codificam uma experiência são repetidos entre o hipocampo e o córtex. Este “diálogo” repetitivo prolongado provoca a mudança do padrão do hipocampo para o córtex; isso pode acontecer para libertar o espaço de processamento do hipocampo para nova informação. O diálogo acontece sobretudo durante o sono. Pensa-se que esta fase do sono “silenciosa” ou de ondas lentas é mais importante para este processo do que a fase do sono de movimento ocular rápido.
A LOCALIZAÇÃO DAS MEMÓRIAS
Depois da consolidação, as memórias de longo prazo são armazenadas no cérebro em grupos de neurónios que são alertados para disparar ao mesmo tempo no mesmo padrão que criou a experiência original. As memórias “completas” são divididas nos seus componentes (sensações, emoções, pensamentos, etc.); cada componente é armazenado na área do cérebro que o iniciou. Os grupos de neurónios no córtex visual, por exemplo, codificam a imagem e os neurónios na amígdala armazenam uma emoção. O disparo simultâneo de todos estes grupos constrói a memória na sua totalidade.

Escrito e editado para o blog por Mark Simões

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O que é o cancro?

O cancro não é uma doença isolada mas uma colecção de muitas doenças que partilham características comuns. O cancro é largamente visto como uma doença de origem genética causada por mutações do ADN, que fazem com que a célula se multiplique incontrolavelmente. Contudo, a descrição e as definições de cancro variam dependendo da perspectiva, como descrito abaixo.

PERSPECTIVA EPIDEMIOLÓGICA
            Existem mais de 200 tipos diferentes de cancro, mas quatro deles – mama, pulmão, colorrectal e próstata – são responsáveis por mais de metade de todos os novos casos. Em geral, estima-se que uma em cada três pessoas desenvolverá alguma forma de cancro durante a sua vida. No período de 10 anos entre 1989-1998, as taxas de incidência de cancro estandardizadas por idade aumentaram em 1.6 por cento nos homens e em 6.3 por cento nas mulheres. Os cancros que mais aumentaram nos homens foram o melanoma maligno e o cancro da próstata, enquanto, nas mulheres, foram o cancro do rim, o Linfoma não Hodgkin e o cancro da mama.
            A incidência do cancro refere-se ao número de novos casos de cancro que surgem num determinado período de tempo. A prevalência refere-se ao número de pessoas que receberam um diagnóstico de cancro e que estão vivas num determinado momento, algumas das quais serão curada e outras não. Assim, a prevalescência reflecte quer a incidência de cancro, quer o seu padrão associado de sobrevivência. Em geral, estima-se que aproximadamente 2 por cento da população do Reino Unido (cerca de 1.2 milhões de pessoas) estão vivas, tendo recebido o diagnóstico de cancro. O cancro que mais contribui para isto é o cancro da mama, com uma estimativa de 172 000 mulheres que estão vivas e que tiveram um diagnóstico de cancro da mama.

PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA
            Os pacientes com cancro adoptam uma forma de comportamento transviado, medicamente sancionado, descrito nos anos 1950 por Talcott Parsons como «papel de doente». No sentido de serem dispensados dos seus deveres usuais e de não serem considerados responsáveis pela sua condição, espera-se que os pacientes procurem conselho profissional e admiram a tratamentos com o intuito de melhorarem. Os clínicos têm o poder de sancionar a sua ausência temporária do trabalho e deveres familiares, assim como absolvê-los do sentimento de culpa. Este modelo de comportamento minimiza o impacto da doença na sociedade e reduz o ganho secundário que o paciente beneficia como consequência da sua doença. Contudo, como apontou Ivan Illich, isto transforma os clínicos em agentes de controlo social pela medicalização da saúde, contribuindo para a doença iatrogénica - «uma vingança médica». De todos os diagnósticos médicos comuns, o cancro provavelmente acarreta o maior estigma e está associado ao maior medo. As muitas maneiras diferentes nas quais o cancro afecta as pessoas têm sido exploradas na literatura.

PERSPECTIVA EXPERIMENTAL
            No laboratório, quatro características definem a célula cancerosa em cultura:
1)      Clonalidade (todas derivam de uma única célula-mãe);
2)      Cresce em agar, na ausência de factores de crescimento;
3)      Atravessa membranas artificiais nos sistemas de cultura;
4)      Forma tumores se injectada num raio imunodeficiente;

PERSPECTIVA HISTOPATOLÓGICA
            O cancro é geralmente definido por várias características histopatológicas, particularmente a invasão e a metastização, que são observadas por exames patológicos e microscópicos vulgares. A coloração da laminina pode auxiliar o histopatologia na identificação da invasão local por tumores que rompem a membrana basal. Além disso, várias características microscópicas apontam para o diagnóstico:
1)      Diferente morfologia em relação às células normais;
2)      A arquitectura tumoral é menos organizada que a do tecido que lhe deu origem;
3)      Aumento de DN nuclear e da proporção núcleo: citoplasma;
4)      Núcleos hipercromáticas com engrossamento da cromatina e enrugamento das margens nucleares;
5)      Multinucleadas ou com macronucléolos;
6)      Figuras mitóticas numerosas e bizarras;

PERSPECTIVA MOLECULAR
            As características moleculares que identificam o cancro são descritas em «Seis etapas para se tornar um cancro»:
1)      Crescem sem sinal (auto-suficientes em estímulos de crescimento);
2)      Não param de crescer (insensibilidade aos estímulos inibidores);
3)      Não morrem (evasão da apoptose);
4)      Não envelhecem (imortalização);
5)      Alimentam-se a si próprios (neoangiogénese);
6)      Alastram (invasão e metastização);

Escrito e editado para o blog por Mark Simões

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Alguns tipos de Cancro

Cancro Ósseo
    O cancro pode ser primário, ou seja, com origem no próprio osso, mas frequentemente é secundário tendo-se disseminado noutro local do corpo.

-- Cancro primário –
    Um tumor maligno, ou canceroso, que tem origem num osso, é descrito como primário. Os cancros que têm origem, no osso são mais comuns nas crianças e nos adolescentes. O osteosarcoma é o tipo mais comum de cancro ósseo primário. A perna afectada pode ficar com dor, e inchada, e vulnerável a fracturas. Outro cancro ósseo primário, o condrosarcoma, surge principalmente na pelve nas costelas e no esterno.

-- Cancro secundário –
    Mais frequentes do que os cancros primários, os tumores secundários são resultantes da disseminação de células de um tumor primário noutra parte do corpo. Este tipo de cancro ósseo é conhecido por metástico. O cancro secundário nos ossos é mais comum nos idosos, sobretudo porque este grupo etário tem maior incidência de cancro noutros locais. Os cancros que se espalham para os ossos são o da mama, do pulmão, da tiróide, do rim e da próstata, mas por vezes o local primário é desconhecido. Os sintomas incluem dor tipo mordedura que piora de noite, inchaço e sensibilidade no local. As zonas mais afectadas são o crânio, o esterno, a pelve, as vértebras, as costelas e com menos frequência, a parte superior do fémur e o úmero.

Cancro cerebral
    Podem aparecer formações malignas ou benignas no cérebro ou nas membranas que envolvem o cérebro e a medula espinal.
    Os tumores cerebrais desenvolvem-se primeiro no próprio cérebro e podem ser malignos ou benignos. Podem crescer em vários tipos de células cerebrais e em qualquer parte do cérebro, mas os tumores primários em adultos são mais comuns, nos primeiros dois terços dos hemisférios cerebrais. Os tumores secundários resultam do alastramento de cancro maligno (metástases) de outro local do corpo, mais comuns nos pulmões, na pele, nos rins, na mama ou no cólon. Muitos tumores secundários podem desenvolver-se em simultâneo e a causa da maioria dos tumores não é conhecida.
    Em casos raros, alguns tumores podem estar associados à certos problemas genéticos. Um tumor comprime o tecido cerebral que o rodeia e aumenta a pressão dentro do crânio. Portanto os sintomas dependem do tamanho e da localização do tumor, mas podem incluir dores de cabeça fortes e persistentes, visão desfocada ou outros distúrbios sensoriais, problemas da fala, tonturas, fraqueza nos músculos, falta de coordenação, condicionamento das funções mentais, mudanças comportamentais ou da personalidade e convulsões. Se não for tratado, um tumor pode ser fatal. Os tumores cerebrais são diagnosticados a partir de exames cerebrais e testes neurológicos. O tratamento pode envolver remoção cirúrgica (se possível), radioterapia e/ ou quimioterapia. Por vezes podem também ser dados medicamentos para reduzir o edema. 

Cancros da pele
    Diversos tipos de doenças malignas afectam a pele. A maior parte está relacionada com a exposição prolongada às radiações nocivas da luz solar.
    O carcinoma das células basais desenvolve-se lentamente e é pouco provável que se espalhe a outras partes (metastize). Tipicamente começa como o nódulo pequeno, mole e indolor, rosado ou cinza acastanhado, com um bordo mais brilhante. Quando aumenta de tamanho pode formar uma depressão central com bordos enrolados. O carcinoma das células escamosas pode dever-se à exposição prolongada a raios UV ou à cancerígenos como o alcatrão e substâncias oleosas. Começa como um nódulo vermelho ou vermelho acastanhado com um bordo irregular duro e indolor, e pode depois exsudar e ficar ulcerado. O melanoma maligno pode desenvolver-se a partir de um sinal existente. As características incluem o aumento de tamanho, o bordo irregular, prurido, hemorragia e formação de crosta.

Cancro do pâncreas
    Um tumor maligno cada vez mais comum, muitas vezes relacionado com o tabagismo, resulta no cancro do pâncreas.
    Os tumores do pâncreas classificam-se entre aqueles que surgem no corpo ou na cauda deste órgão e os que se desenvolvem na cabeça. O cancro na cabeça do pâncreas obstrui a passagem de bílis e tem assim maior probabilidade de causar icterícia, enquanto que uma malignidade no corpo ou na cauda costuma causar dor no abdómen superior. Este tipo de cancro é mais comum em fumadores e em homens, tem um mau prognóstico e habitualmente a intenção do tratamento é aliviar os sintomas.

--Locais de cancro--
    Os cancros surgem por todo o pâncreas, mas a maior parte situa-se à volta da ampola de Vater, onde o canal pancreático se une ao duodeno.

Tumores na bexiga
    A maior parte dos tumores na bexiga começam como excrescências superficiais, chamadas papilomas; se não forem, tratadas podem ficar cancerosas e espalhar-se.
    Os tumores da bexiga são mais comuns em pessoas que fumam, e no homem. Se aumentarem, podem causar dificuldade em urinar, hematúria (sangue na urina) e risco aumentado de infecção urinária. Se os tumores ficarem malignos, podem espalhar-se aos órgãos adjacentes, como o recto, e pela corrente sanguine a locais do corpo mais distantes.

--Tumor na bexiga--
    Um grande tumor da bexiga pode obstruir a saída da bexiga para a uretra, causando retenção total da urina, o que requer tratamento médico urgente.

Escrito por Eunice Tomé
Editado para o blog por Mark Simões

4ª Curiosidade sobre o Sistema Humano...

Alguns Sindromes Humanos

Síndrome de Tourette
    É um problema neurológico caracterizado por movimento (tiques motores) e ruídos ou palavras (tiques vocais) repetitivos, involuntários e súbitos.
Na maioria dos casos, a síndrome de Tourette ocorre em famílias e podem estar envolvidos factores genéticos, apesar de não terem sido identificados genes relevantes nem o modo de hereditariedade. Na síndrome de Tourette esporádica, não há ligação hereditária aparente. Foram implicadas várias anomalias, incluindo mau funcionamento dos gânglios basais, tálamo e córtex frontal, e anomalias nos neurotransmissores serotonina, dopamina e noradrenalina, apesar de a sua relação causal com a síndrome de Tourette não ter sido estabelecida. Factores ambientais podem também desempenhar um papel no desenvolvimento desta síndrome.
   A maioria das pessoas com síndrome de Tourette aprende a viver com ela e não presica de tratamento. Em casos graves, é normalmente tratada com medicação para ajudar a controlar os tiques, apesar de a terapia da fala também poder ser útil, em particular se houver outros problemas como ansiedade ou obsessões. Em alguns casos debilitantes muito severos que não tenham reagido a outros tratamentos, tem sido usada estimulação cerebral profunda. No entanto, este procedimento é ainda altamente experimental e ainda não é claro se os benefícios superam os riscos.

Síndrome de Cushings
    Este característico grupo de sintomas deve-se à hiperactividade das hormonas corticosteróides produzidas pelas glândulas supra-renais.
    Os corticoesteróides ajudam a regular o ritmo do metabloismo, o equilíbrio de água e sais e tensão arterial. Os efeitos desta síndrome estão ligadas a um problema de regulação: face redonda e ruborizada, aumento de peso, períodos menstruais ausentes ou irregulares, pêlos corporais mais visivéis, fraqueza muscular e depressão. A principal causa é o tratamento prolongado com corticoesteróides orais. Menos comum é um tumor supra-renal que aumenta a produção de corticosteróides, ou um tumor da hipófise que hiperestimula as supra-renais.
Estrias
Pele frágil a hematomas e estrias avermelhadas ou arroxeadas, especialmente no abdómen e nas coxas e braços, são características da síndrome de Cushing.

Síndrome de Imunodeficiência Adequirida
    A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) é um dos problemas de saúde mais sérios que enfrentamos hoje em dia. Pode levr á sida - Sindromo de imunodeficiência adquirida, nesta doença que coloca a vida em risco, o sistema inumitario fica tão fraca que mesmo microrganismos normalmente inofensivos podem causar infecções graves.

    O VIH é tranportado nos fluídos corporais, como o sangue, sémen, saliva, secreções vaginais e leite materno. Transmite-se quando os fluidos penetram no organismo.

    O vírus é transmitido mais frequentemente por relações sexuais. Também pode ser transmitido entre consuimidores de drogas se partilharm aguilas infectadas, ou de uma mãe para o feto ou para o filho recém-nascidos. Uma vez na corrente sanguíneas, o VIH infecta as células com estruturas chamadas moléculas CD4 na sua superfíce. Estas células, as células CD4+, incluem glóbulos brancos chamados linfócitos CD4+, que combatam as infecções. O vírus multiplica-se rapidamente nas células CD4+, destreuindo-as no processo. Se o VIH não for tratado, o número de linfócitos CD4+ pode acabar por diminuir tanto que o sistema imunitário fica gravemente enfranquecido e surgem doenças graves.

    O início da SIDA é assinalado pelo aparecimento de problemas chamados doenças de definição da SIDA. Algumas delas são infecções oportunistas, causadas por organismos inofensivos para pessoas saudávewis mas perigosasa as com imunidade reduzidas; um exemplo é a Cândida albicans, que causa a monilías. As pessoas com SIDA também podem desenvolver diversos tipos de cancro.

 
Sarcoma de Kaposi
O sarcoma de Kaposi caracteriza-se por nódulos definidos, salientes e acastanhados. Podem surgir em qualquer parte do corpo.

Síndrome do Cólon Irritável
    Esta combinação de dor abdominal intermitente, obstipação e diarreia afecta em cada cinco pessoas ao longo da sua vida.
    Esta síndrome é uma das queixas digestivas mais comuns. Afecta principalmente pessoas entre os 20 e 30 anos e é duas vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens. A sua causa precisa não é evidente, mas pensa-se que envolve movimentos musculares anormais n intestino. Os factores que a dessencadeiam podem incluir uma crise de gastroenterite ou a sensbilização a determinadas substâncias, como a cafeína, o álcool, alimentos ricos em gorduras ou adoçantes artificiais. Também parece haver um componente genético, porque algumas famílias têm história de SCI. Os sintomas incluem diarreia, prisã de ventre, dor abdominal e, especialmente, sensação de enfartamento e grandes quantidades de gases abdominais; estes problemas agravam-se com a ansiedade, a depressão e o stress. A dor muitas vezes situa-se na zona inferior esquerda do abdómen, e pode ser aliviada pela libertação de gases ou fezes.

Síndrome do Túnel Cárpico
    A compreessão de um nervo no punho causa sintomas como formigueiro e dor na mão, no punho e no antebraço, e enfraquecimento da preensão.
    O túnel cárpico é uma passagem estreita formada pelo ligamento cárpico (aponevrose dos flexores) do lado de dentro do punho e os ossos do punho subjacentes, os ossos do carpo. Longos tendões estendem-se através da passagem a partir dos músculos do antebraço até aos ossos da mã e dos dedos. O nervo mediano também passa através do túnel carpico para controlar os músculos da mão e transportar as sensações dos dedos. Na síndrome do túnel cárpico o nervo mediano é comprimido pelo inchaço dos tecidos à volta e dentro do túnel. As causas incluem diabetes melitus, gravidez, lesão do punho, artrite reumatóide e movimentos repetitivos; em alguns casos a causa não é evidente. A compressão nervosa provoca dormência e dor, especialmente entre o polegar e os dedos do meio, e um lado do dedo anular. Medicamentos anti-inflamatórios e cirurgia para soltar os ligamentos poderão trazer alívio.

Escrito e editado para o blog por Mark Simões

sábado, 4 de dezembro de 2010

Textos do Trabalho

Dos sistemas ás células
Em termos gerais, cada sistema pode ser visto como uma hierarquia de componentes grandes compostos por outros mais pequenos. O próprio sistema encontra-se no topo da hierarquia; em seguida estão os órgãos; abaixo encontram-se os tecidos que compõem os órgãos; e no fundo da hierarquia estão as células de que são feito os tecidos.


Um sistema do organismo habitualmente é visto como um conjunto de órgãos e partes programados para uma tarefa importante. Os sistemas são integrados e interdependentes, mas cada um tem os próprios componentes e limites. As principais partes de um sistema são os órgãos e os tecidos. A maioria dos órgãos é composta por diferentes tecidos. O cérebro, por exemplo, contém não só tecido nervoso mas também tecido conjuntivo e epitelial. Por sua vez, um tecido é um conjunto de células microscópicas, todas semelhantes na estrutura e desempenhando a mesma função especializada.

A célula
A célula é a unidade básica estrutural e funcional do organismo. É a parte mais pequena capaz dos processos que definem a vida, incluindo a reprodução, o movimento, a respiração, a digestão e a excreção - embora nem todas as células tenham todas estas capacidades.

Anatomia Celular
A maioria das células é microscópica, uma célula tem 20-30µm de diâmetro, o que significa que 40 em fila se estenderiam pelo comprimento desta frase. Há células muito especializadas longas, como os neurónios (células nervosas) e as células das fibras musculares (miofibras), que podem atingir mais de 30 cm. A maior parte das células é limitada por uma “pele” externa flexível, a membrana celular ou plasmática. Dentro dela existe uma panóplia de componentes estruturais conhecidas por organelos, cada um deles com forma, tamanho e função específicos. Estes organelos não flutua, aleatoriamente. A célula é altamente organizada, com muitas câmaras interiores e compartimentos ligados por películas e membranas, e mantidas no lugar por um “esqueleto” flexível em constante mudança, formando por túbulos e filamentos ainda mais pequenos.

Escrito e editado para o blog por Mark Simões