sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Tumores externos - orelhas

Como todos os tumores, os do ouvido externo podem ser benignos ou malignos. Os malignos são do mesmo tipo que o carcinoma espinocelular e o carcinoma basocelular.
Como tumores benignos, cita-se por exemplo a verruga da orelha, que é indolor, ou o osteoma do canal auditivo, que é uma massa dura do tecido ósseo subjacente ao canal. No caso do osteoma pode não haver sintomas, simplesmente uma acumulação de cera ou sintomas de otite externa.
Os tumores malignos da orelha começam, tal como os benignos, como massas verrugosas. Costumam sangrar facilmente quando são traumatizados e podem tornar-se dolorosos. Os osteomas malignos do canal provocam dor intensa e um característico corrimento manchado de sangue.
Os tumores do ouvido externo são muito raros; contudo, os perigos de um tumor maligno nesta região são os mesmos de qualquer tumor, de modo que no caso de aparecerem estes sinais o paciente deve procurar o médico sem perda de tempo.

Qual o tratamento?
Os tumores benignos têm de ser extirpados no hospital, normalmente sob anestesia local. No caso dos tumores malignos, a radioterapia consegue eliminá-lo na fase inicial. Se isto falha, o tumor – e, com ele, parte ou toda a orelha – tem de ser extirpado, à operação segue-se por vezes mais radioterapia. Os tumores do canal auditivo necessitam de operação e radioterapia. Estas operações exigem o internamento de uma ou duas semanas. Se o tumor for tratado precocemente, as perspectivas de recuperação são boas. A cirurgia plástica tem meios para reconstruir a orelha.
Tumores da orelha:
Por vezes as massas que aparecem na orelha são malignas, como este carcinoma basocelular.
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Genoma

O genoma é um conjunto completo de instruções genéticas de um ser vivo, que controla o seu desenvolvimento desde uma só célula até ao complexo corpo adulto. O genoma humano consiste em aproximadamente trinta mil a trinta e cinco mil genes, transportados no conjunto duplo de 46 cromossomas existentes em quase todos os tipos de célula.
            O Projecto do Genoma Humano, um esforço multinacional para mapear a sequência do genoma humano, foi completado em 2003. Esta investigação levou à identificação de mais de 30mil genes humanos individuais em 46cromossomas que, no conjunto, incluem 3.2mil milhões de pares de bases. Embora muito ADN não forneça códigos para genes individuais, sendo conhecido como ADN não codificante e ADN “junk”, pode regular as suas funções. O ADN “junk” difere do ADN não codificante na medida em que a sua estrutura não se assemelha à dos genes. O mapeamento do genoma tornou possível saber que genes estão envolvidos em certos processos metabólicos.
Útil e “Inútil”
Calcula-se que apenas 3% do ADN do genoma transporte informação para formar proteínas. Algum ADN não codificante e “junk” pode ter utilidade desconhecida, como orientar a que velocidade os outros genes formam produtos.




 
Cariótipo
Uma “fotografia de grupo” de todos os cromossomas de uma célula, emparelhados por uma ordem padrão, é conhecida por uma ordem padrão, é conhecida por cariótipo e revela cromossomas extra, em falta, partidos ou com bandeamento diferente. Este exemplo é um indivíduo de sexo masculino (repare no grande X curvo e no pequeno Y, no fundo à direita).


Cromossomas
Esta microscopia electrónica de varrimento mostra as estruturas e superestruturas helicoidais de uma dupla hélice de ADN dentro de cada cromossoma, com a forma de uma grande escova fofa.

 
Complemento de cromossomas
O conjunto completo de cromossomas numa célula é constituído por 46 cromossomas, que consistem em 22 pares equivalentes. Cada um dos pares é derivado da mãe e o outro do pai. Estão numeradas de 1 (maior) a 22 (mais pequeno). O 23º par é o cromossoma do sexo. XX é o sexo feminino e XY (como aqui) é o sexo masculino. Quando tingido por corantes químicos, aparecem riscas escuras e claras em cada cromossoma, denominadas padrões de bandeamento. Estes padrões permitem aos investigadores “mapear” as localizações de determinados genes dentro do cromossoma.



Cromossoma sete
Foi um dos primeiros cromossomas a ser sequenciado. Contém mais de 5 por cento do total de ADN do genoma, com cerca de 159 milhões de pares de bases. Quase 60 milhões encontram-se no braço mais curto, 7p, e os restantes no braço mais longo, 7q. As convenções de marcação de um cromossoma tornam possível descobrir a localização de um gene se soubermos o seu “endereço”. O gene da fibrose cística (CFTR), por exemplo, encontra-se em 7q31.2.



Adaptado e editado para o blog por Mark Simões

Michael Douglas curado de um tumor na garganta

O actor Michael Douglas está curado do tumor na garganta. Em entrevista ao programa 'Today', o actor revelou que, depois de uma luta de seis meses contra o tumor, a doença desapareceu.
Para já, Douglas continua, mensalmente, a realizar exames para garantir que o cancro não retorna.
“Sinto-me óptimo, aliviado (...), mas não é uma euforia total" disse. "As minhas glândulas salivares estão fechadas devido à radiação e vão permanecer assim por pelo menos um ou dois anos. A minha boca fica muito seca durante o sono", revelou. “Perdi 14 quilos, mas já recuperei cinco", lembra.
Quanto ao trabalho, Douglas vai ter que continuar ausente por recomendação médica. Mas o actor planeia regressar às filmagens de Liberace, um filme de Soderbergh, com estreia prevista para 2012.

Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Telemóveis causam cancro?

Estar dez minutos ao telemóvel pode causar cancro, defendem os cientistas. Em apenas 10 minutos podem ocorrer alterações no cérebro que estão associadas ao cancro, dizem
Os cientistas do Weizmann Institute of Science de Israel descobriram que a exposição à radiação emitida pelos telemóveis, mesmo a níveis baixos, pode interferir com a divisão das células cerebrais. A divisão de células potencia o aparecimento de tumores, de acordo com o Daily Mail. No entanto, apesar de as alterações químicas identificadas pelos cientistas israelitas estarem associadas a vários tipos de cancro, eles afirmam que não existem provas sobre uma ligação directa entre a radiação dos telemóveis e a doença, mas apenas que certas células podem reagir a essa radiação. Um perito de saúde citado no artigo do Daily Mail defende que «é improvável» que o efeito cause cancro.
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tumor da vulva:


O cancro da vulva é muito raro, especialmente em mulheres abaixo dos 60 anos. Começa por um pequeno caroço duro, que cresce até formar úlcera com bordas espessas, em relevo, e o centro húmido e vermelho. O cancro da vulva tende a desenvolver-se muito lentamente e, se detectado e tratado a tempo, verifica-se a cura completa.
As suas causas são desconhecidas, mas julga-se que infecções existentes há muito ou irritações da vulva desempenham papel importante no seu desenvolvimento. Participe sempre ao médico a existência de qualquer caroço ou úlcera vulgar.
Se suspeitar de cancro, o médico remetê-la-á para um especialista, que fará uma biopsia da área. O tratamento usual é a cirurgia; extirpam-se ou a protuberância e a pele circundante (vulvectomia simples), ou a protuberância, os gânglios linfáticos da virilha e a pele entre as duas áreas (vulvectomia radical). Por vezes há que fazer radioterapia.     
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tumores das glândulas salivares

Algumas células numa glândula salivar podem multiplicar-se e formar um tumor. A causa deste facto é desconhecida. A maioria dos tumores surge na parótida, situada acima do ângulo do maxilar, e na maior parte são benignos. Em geral desenvolvem-se lentamente, durante vários anos, levando à tumefacção progressiva da glândula. Esta permanece aumentada de volume, não havendo quaisquer outros sintomas.
Num pequeno número de casos há o risco de que o tumor seja ou venha a tornar-se maligno. Os tumores cancerosos das glândulas salivares são muito raros – apresentam menos de 1% de todos os cancros.
Se tem uma glândula salivar inchada ou qualquer dor ou desconforto na boca, deve consultar o médico. Poderá ser necessário deslocar-se ao hospital para realizar, como doente ambulatório, um sialograma, exame que ajuda a distinguir se é um tumor ou um cálculo de um canal salivar a causa do problema. 

Qual o tratamento?
Se for diagnosticado um tumor, será necessário a remoção cirúrgica, conforme indicação do médico (embora tumores pequenos e de crescimento lento possam não ser extraídos mas apenas mantidos sob vigilância). Se se chegar à conclusão de que o tumor é maligno, e as células já começaram a disseminar-se, a utilização de radioterapia é útil na sua destruição.
Nas intervenções cirúrgicas relativas à glândula parótida há o perigo de lesar um nervo adjacente, que controla os movimentos da região inferior da face. Esta lesão é, por vezes, inevitável no caso de remoção de tumores grandes; contudo, a cirurgia posterior ajudará a restabelecer o aspecto da fase de modo satisfatório.
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Risco escondido de cancro

A noite cai, e liga de imediato as luzes. Mas numa teoria alarmante tem vindo a ganhar apoiantes nos últimos anos: que a luz artificial à noite pode contribuir para o desenvolvimento de cancro da mama e da próstata, talvez porque nessa altura a produção da hormona melatonina diminui. Agora, dois estudos vêm dar peso a essa ideia.
Um, da Universidade de Haifa, Israel, analisou medições feitas por satélite sobre a utilização de luz à noite e os casos de cancro em 164 países. O pais mais iluminado apresentou os níveis mais altos de cancro da próstata, mais do dobro do que os países menos iluminados.
Ao mesmo tempo, investigadores da Universidade de Harvard que seguiram mais de 18000 mulheres em pós-menopausa chegaram à conclusão de que aquelas que apresentavam os mais baixos níveis nocturnos de melatonina tinham mais 60% de probabilidades de desenvolver cancro da mama.
É sabido que a luz suprime a produção de melatonina no cérebro. Esta hormona pode inibir ou retardar o desenvolvimento de certos cancros, de acordo com Richard G. Stevens, médico e co-autor do estudo israelita. Então, como pode minimizar os possíveis riscos de exposição à luz sem voltar à era pré-industrial?
Durma num quarto o mais escuro possível. Use cortinas ou máscaras de dormir se vive numa iluminada rua citadina ou tem algum candeeiro perto da sua janela.
Mantenha uma luz de presença na casa de banho. Mesmo uma breve exposição à luz pode suprimir a melatonina. O melhor é instalar uma luz de presença vermelha: as ondas de energia das lâmpadas vermelhas provocam uma diminuição menos repentina desta hormona quando comparadas com lâmpadas azuis ou mesmo fluorescentes.
Coma o pequeno-almoço à janela. Uma exposição à luz solar de 20 minutos equilibra o ritmo cardíaco natural e ajuda a garantir um pico saudável de melatonina à noite.
A luz artificial pode ajudar a explicar porque é que os níveis de cancro da mama são altos nas nações industrializadas.
Beth Howard
Postado no blog por Eunice Tomé 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cancro do pénis

É uma doença maligna relativamente rara. A causa da doença é desconhecida, mas há uma grande relação entre o seu aparecimento e muitos anos de hábito pouco higiénicos. Os homens circuncidados são menos susceptíveis que os outros – embora, se praticar uma higiene bem conduzida, corra pouco risco de ter a doença. Esta é mais comum nos idosos.

Quais são os sintomas?
O principal sintoma é uma zona dolorosa, uma úlcera ou um nódulo tipo verruga, que lentamente invade a pele do pénis e atinge os tecidos profundos. Se não for tratado, o tumor maligno metastizará (disseminar-se-á por outras partes do corpo, na maioria das vezes através do sistema linfático ou do sangue). O cancro do pénis tende a disseminar-se, em primeiro lugar, para os gânglios linfáticos da virilha, causando a sua tumefacção.

O que se deve fazer?
Se tem uma ferida que liberta pus ou qualquer tipo de tumor no pénis, consulte o médico, que provavelmente pedirá uma biopsia para exame laboratorial antes de fazer o diagnóstico da existência de cancro em vez de sífilis ou simplesmente de inócuos condilomas.
Quando o cancro do pénis é detectado numa fase precoce, é quase sempre curável por radioterapia. Apenas em casos de detecção tardia e, depois, negligenciados se torna necessária a operação.

Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Diferenciação Celular

As células de um organismo, que provieram da célula-ovo por divisões mitóticas sucessivas, contêm, no seu núcleo, exactamente os mesmos cromossomas e, por isso, a mesma informação genética. Contudo, verifica-se que as células constituem tecidos e órgãos muito diversos, onde assumem formas e funções completamente diferentes.

No corpo humano, por exemplo, calcula-se que existam mais de 200 tipos de células diferentes. As diferentes combinações dessas células especializadas levam à formação de estruturas complexas, como o olho, a mão ou o cérebro, que desempenham funções também complexas.
Por exemplo, associado à visão e num mesmo indivíduo, podemos encontrar-se células que estão especializadas na captação da luz ao nível da retina, enquanto outras, no cérebro, fazem a identificação da imagem. Por outro lado, terá necessariamente de haver células que transportam o oxigénio para a vida de cada uma das células e outras que armazenam substâncias de reserva, como a gordura. Todas as células, porém, pertencem ao mesmo indivíduo e receberam o mesmo património genético.
De igual modo, as plantas e em cada indivíduo há uma imensa diversidade de células especializadas em diferentes funções, apesar de possuírem o mesmo património genético.
Ao longo do desenvolvimento de um indivíduo ocorre, em regra, um conjunto de processos através dos quais células geneticamente idênticas se especializam no sentido de desempenharem uma ou várias funções. Esta especialização bioquímica e morfológica, chamada diferenciação celular, acarreta alterações não só ao nível da função, mas também da composição e da estrutura das células.
Calcula-se que cada célula diferenciada possua, num determinado momento, apenas 5% a 10% do seu DNA activo.
Pode, então, perguntar-se se a restante informação genética se altere e, portanto, se se perdeu de forma irreversível ou se está simplesmente “adormecida” por inibições de vária ordem.
A primeira hipótese que os biológicos colocaram foi que cada grupo de células perdia parte dos seus genes, retendo apenas aqueles que eram funcionais num determinado órgão.
Numerosas experiências desenvolvidas, a partir de 1950, mostraram-se cruciais no esclarecimento desta hipótese.
Em 1950, J.Steward, trabalhando com cenouras, obteve plantas completas a partir de células diferenciadas da raiz. Estavam dados os primeiros passos da clonagem, que inclui um conjunto de procedimentos e técnicas através das quais se podem obter clones. Os clones podem ser definidos ao nível dos genes, das células ou mesmo dos indivíduos. Trata-se, respectivamente, de um conjunto de genes, de células ou de indivíduos multicelulares, geneticamente idênticos entre si e que são todos descendentes de um único ancestral (gene, célula ou individuo). No caso das cenouras, as células diferenciadas que se obtém por divisão a partir das células iniciais, ao serem removidas do seu local original e em condições apropriadas, podem originar um grande número de organismos iguais entre si e ao seu único progenitor inicial.
Também Robert Briggs e seus colaboradores transportando núcleos de células especializadas de um girino para óvulos cujo núcleo tinha sido destruído, conseguiram obter girinos.
A partir dos resultados apresentados, verifica-se que, em determinadas circunstâncias, as células diferenciadas podem perder a sua especialização, transformando-se em células indiferenciadas. Estas células readquirem a capacidade de originar um indivíduo completo e dizem-se totipotentes, uma vez que conservam todas as potencialidades genéticas do núcleo inicial. Pode, assim, concluir-se que as células diferenciadas conservam todo o seu DNA, embora apenas uma pequena parte desse DNA esteja activa.
Actualmente, uma área de investigação de grande interesse procura, a partir de células totopolentes, obter, não indivíduos completos, mas sim tecidos e órgãos específicos.
Nestas manipulações, ao mesmo tempo que se amplia a compreensão da especialização celular, obtêm-se tecidos que podem ser usados no tratamento de doenças, como, por exemplo, a diabetes e a doença de Parkinson. Há basicamente duas formas de proceder nesta linha terapêutica. Uma consiste em utilizar células totipotentes dos embriões, chamadas células estaminais embrionárias ou células-tronco embrionárias. Estas são separadas e cada uma é submetida a um tratamento que permite o desenvolvimento dos tecidos pretendidos.
Um outro processo, que levanta menos problemas éticos, consiste em utilizar células estaminais presentes em alguns órgãos dos indivíduos adultos, como a pele e medula óssea, ou o cordão umbilical dos recém-nascidos, e provocar a sua diferenciação nos tecidos que se pretendem.
Face a todos estes dados, é previsível que a célula tenha rigorosos mecanismos de regulação capazes de assegurar que num determinado momento da vida determinados genes estejam activos e outros não.
Na verdade, embora todas as células de um mesmo indivíduo possuam o mesmo património hereditário, os genes que estão em actividade nos diferentes tecidos podem não ser os mesmos. Deste facto resultam as diferenças verificadas de tecido para tecido.  
As alterações que se verificam de uma célula para outra depende da forma como o DNA se expressa. Se, por exemplo, no caso humano, determinadas células do pâncreas produzem insulina e as hemácias possuem hemoglobina que transporta oxigénio, é porque há genes activos em cada um destes tipos de células que são diferentes, embora ambas as células possuam os mesmos genes, de facto, uma porção significativa de genes tem como função controlar a actividade de outros genes, mantendo apenas activos genes cuja acção proporciona condições vitais para a célula e lhe conferem funções específicas.
Estes mecanismos de reguação são um assunto que tem sido alvo de intensas investigaç~oes, algumas delas já premiadas com o Nobel da Medicina. Os mecanismos de regulação não esta ainda totalmente esclarecidos, sobretudo ao nível dos eucariontes, embora se admita que o controlo ocorra em diferentes níveis da expressividade do DNA e com intervenção de moléculas do ambiente celular.
   O controlo da expressividade dos genes pode fazer-se a vários níveis, quer ao nível da transcrição, quer ao nível da tradução, e é influenciado por elementos provenientes do ambiente. Vejamos o caso, por exemplo, das metaplastias. As metaplasias são mudanças reversíveis num determinado tipo de células que são substituídas por células de outro tipo. Por exemplo, as células que revestem as paredes da traqueia e dos brônquios têm uma forma colunar e apresentam cílios à superfície. Nos fumadores, essas células vão sendo substituídas por outras desprovidas de cílios e com forma paralelepipédicas. Provavelmente, este tipo de tecido resiste melhor às agressões causadas pelo fumo; contudo, perdem-se importantes mecanismos de defesa, como o muco e os cílios existentes nas células, que ajudam a eliminar elementos prejudiciais transportados pelo ar.
Também no refluxo gástrico crónico, as células que revestem a porção inferior do esófago, devido à agressão constante do ácido proveniente do estômago, podem experimentar alterações, passam a apresentar as características das células que revestem o estômago ou mesmo no intestino.
Admite-se que alguns medicamentos ingeridos por mulheres grávidas possam também afectar a diferenciação celular, conduzindo ao aparecimento de malformações no feto.
Os elementos provenientes do ambiente activam a expressividade de determinados genes em detrimento de outros, alterando, assim, o tipo de células e a sua função.

Adaptado e editado para o blog por Mark Simões

O que é o cancro?

Por Eunice Tomé 

Tumor do fígado


Tal como os tumores noutros pontos do organismo, os do fígado podem ser também benignos ou malignos. Os tumores benignos são muito raros, sendo em geral descobertos no decorrer de um exame médico de rotina ou através de testes relacionados com qualquer outro problema. Se se tornarem de grandes dimensões e se fragmentarem, podem provocar uma situação denominada “abdómen agudo”. Os tumores benignos do fígado são geralmente extraídos mal são descobertos.
Existem dois tipos de tumores malignos (cancerosos). A maioria são metástases, tumores originados de outros, com localização em qualquer outra zona do organismo e que se difundiram através da corrente sanguínea para o fígado. Cerca de um terço de todos os cancros que iniciaram a metastização invadem o fígado deste modo, e em alguns casos são os sintomas do cancro secundário do fígado que chamam a atenção para um tumor canceroso primário, situado em qualquer outra parte. O cancro pode começar no fígado (cancro primário do fígado) mas, tal como os tumores benignos deste órgão, é na realidade muito raro.

Quais são os sintomas?
No tumor secundário do fígado podem manifestar-se sintomas do cancro primário, por vezes já a receber tratamento. À medida que progride, provoca perda de peso e de apetite, indigestão, desconforto abdominal e mau estado geral. Aparece com frequência icterícia.

O que se deve fazer?
Deve comunicar ao seu médico, se referir os sintomas acima descritos (consulte sempre o médico se tiver icterícia).

Qual o tratamento?
Infelizmente, as perspectivas são más se o cancro atingiu o fígado, quer seja secundário quer primário. Em alguns casos, medicamentos citotóxicos ajudam a travar o avanço da doença.
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Tumores da bexiga

Os tumores da bexiga, tais como os de muitas zonas do corpo, podem ser benignos ou malignos. Ambos os tipos sem originam a partir das células do tecido de revestimento da bexiga, formando-se em geral um tumor (ou, em alguns casos, mais do que um) que se projecta para o interior do órgão, no espaço ocupado pela urina. Além disso, os tumores malignos (cancerosos) invadem as paredes da bexiga, podendo disseminar-se para outras partes do corpo. Se qualquer um dos tipos tumorais surgir próximo da zona onde o uréter entra na bexiga, pode obstruir o fluxo urinário proveniente do rim, o que provoca o aumento de volume deste órgão devido à acumulação de urina (situação conhecida por “hidronefrose”). Isto lesa o rim, tornando-o susceptível às infecções.

Quais são os sintomas?
O sintoma característico de um tumor da bexiga é a existência de sangue na urina (hematúria). Normalmente a micção não é dolorosa, mas pode haver sensação de ardor; o paciente costuma eliminar um pequeno volume de urina, mas com micções muito frequentes. No caso de estar presente hidronefrose, pode sentir dor na região lombar. Com a existência de um tumor na bexiga a torna especialmente susceptível às infecções, são comuns os sintomas de cistite.

Quais os riscos?
Todos os tumores benignos, e muitos dos malignos com pequenas dimensões, respondem bem ao tratamento. Por vezes, contudo, as células cancerosas invadem (metastizam) outras zonas do organismo e, se isto sucedeu, as perspectivas de tratamento eficaz são muito menores.

O que se deve fazer?
Consulte sempre o médico, no caso de notar a presença de sangue na urina. O médico pedirá a colheita de urina e amostras se sangue para análise e, de acordo com os resultados, pedirá exames complementares, como uma cistoscopia e uma pielografia endovenosa (PEV), ou uma cistografia. Se for detectado um tumor, proceder-se-á à colheita de uma pequena amostra dele através de uma biopsia, cujo objectivo é determinar se se trata de um tumor benigno ou maligno.

Qual o tratamento?
O tratamento habitual para todos os tumores da bexiga consiste na sua destruição pelo calor, com uma sonda especial agregada a um cistoscópio (um processo conhecido por “fulguração”).
O cirurgião visualiza a bexiga através do cistoscópio e manipula a sonda, destruindo as células tumorais. Normalmente, assim, erradica-se o tumor, mas ulteriormente terá que submeter-se a exames de controle semestrais durante pelo menos três anos, para assegurar que não há recidiva.
Se o tumor atinge uma área extensa da bexiga, pode ser necessário recorrer a cirurgia abdominal. Nos casos graves, será eliminada a totalidade da bexiga, ligando-se neste caso os ureteres a uma abertura na parede abdominal, realizada especialmente com esta finalidade. Deste modo, a urina flui para um saco (uma “bexiga externa”), o qual deverá ser esvaziado mais ou menos todos os dias. As técnicas actuais tornaram este método seguro, eficaz e prático. Após a operação, faz-se radioterapia, para destruir quaisquer células anormais residuais.

A maioria dos tumores da bexiga têm aspecto arborescente, parecendo-se com uma couve-flor projectando-se na parede interna da bexiga.
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Não é contagioso nem transmissível

O tumor canceroso não é contagioso, com efeito, não há conhecimento de que esta doença tenha sido transmitida de uma pessoa para outra. Em experiencias laboratoriais, os cientistas já conseguiram transmitir tumores e cancros entre animais. No entanto, os médicos, patologistas, enfermeiras e outras pessoas que lidam diariamente com o tumor maligno humano jamais o contraíram. Por conseguinte, não existe qualquer perigo em se visitar, contactar ou tratar alguma pessoa que sofra desta doença.
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé 

Domínio do tumor maligno

Para despistar, evitar e combater esta grave doença, todas as pessoas devem tomar as seguintes providências:
1.        Submeter-se a exames clínicos periódicos. Metade dos tumores cancerosos localiza-se em regiões do corpo facilmente observáveis, pelo que o exame médico pode permitir o seu diagnóstico precoce;
2.        Evitar irritações e repetidos traumatismos dos tecidos cutâneos que possam criar condições favoráveis a uma evolução maligna;
3.        Aprender a identificar quaisquer sinais e sintomas de tumor nas várias regiões do corpo, de acordo com as informações e métodos anteriormente referidos;
4.        Em caso de suspeita, não comparar sintomas e não aceitar nem dar qualquer conselho que não seja o de recorrer ao médico;
5.        Na hipótese anterior, consultar urgentemente o médico assistente ou, na sua ausência, dirigir-se imediatamente a uma instituição especialmente dedicada à assistência e este tipo de doença.
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

7ª Curiosidade do Sistema Humano


EVOLUÇÃO

Os cérebros evoluíram para permitir a reacção dos animais às alterações ambientais. A evolução do cérebro humano até à complexidade actual atravessou várias fases, muitas das quais são comuns a todos os animais. As suas origens podem ser observadas em cérebros de outras espécies, que conservam as estruturas mais primitivas.
Evolução do cérebro invertebrado
Todos os animais para sobreviverem, têm de reagir às alterações no seu ambiente interno e externo. Para isso, desenvolveram células sensíveis aos estímulos como a luz e as vibrações. As células sensoriais estão, por sua vez, ligadas a outras células que podem mover o organismo ou alternar o seu estado como reacção aos estímulos. Este sistema de tecido nervoso interligado é uma forma grosseira de cérebro. Nos invertebrados, como as minhocas, o sistema nervoso está distribuído pelo corpo da criatura, como uma rede mole de fibras reactivas. Algumas destas redes contêm pequenas massas de nervos, chamados gânglios. Estes são os predecessores das estruturas que, em algumas espécies, se tornaram o sistema nervoso central do cérebro.
O sistema nervoso primitivo
O sistema mais simples, como se pode ver nessa cidra (um invertebrado aquático minúsculo), consiste numa rede de células sensoriais com massas de células interligadas denominadas gânglios.
O cérebro da minhoca
A minhoca tem um cérebro grosseiro, o gânglio cerebral que está ligado à raiz de tecido nervoso (a raiz do nervo ventral) que percorre o comprimento do seu corpo. As fibras nervosas formam a extensão da raiz até cada segmento, assim a contracção muscular ao longo do corpo pode ser coordenada para produzir movimento como reacção a estímulos.
Cérebros de mamíferos
O cérebro de um mamífero compreende um aglomerado de estruturas que evoluíram a partir do cérebro básico do vertebrado, conhecido por sistema límbico, e encolheu cobrindo o córtex, que está ligado às estruturas límbicas por baixo. O sistema límbico é a parte do cérebro que produz as emoções. Estas são reacções aos estímulos que ultrapassam as reacções básicas de “agarrar” ou “evitar” no cérebro do vertebrado, e produzem acções subtis e complexas que nem sempre são previsíveis. O sistema límbico contém também estruturas que codificam experiencias como memorias, para serem lembradas e usadas como referência para acções futuras. As faculdades emocionais e de memorias aumentam grandemente com a gama e a complexidade do comportamento que um mamífero apresenta, porque não é simplesmente regido pelo instinto.
Tamanho e forma do cérebro
Um aspecto surpreendente da evolução do cérebro dos mamíferos é o desenvolvimento d córtex. Esta camada exterior evoluiu para suprir as necessidades específicas de cada espécie e por isso varia drasticamente de um animal para o outro. Comparados com outros mamíferos, animais como os humanos, os elefantes e os golfinhos têm um córtex desproporcionalmente grande.
Cérebros dos hominídeos
Os cérebros dos hominídeos (os humanos modernos e os seus antepassados) sofreram um impulso de alterações evolutivas que os tornaram, em alguns aspectos, completamente diferentes dos seus parentes próximos, como os chimpanzés e os gorilas. A principal diferença entre o cérebro humano e o dos outros mamíferos é o tamanho e a densidade do córtex e especialmente o lobo frontal, que é responsável pelo raciocínio complexo, o julgamento consciente e a auto-reflexão. Ninguém sabe porque evoluiu o cérebro humano assim – pode estar relacionado com alguma alteração na dieta provocada pelo ambiente, ou pelo facto de viver em grupos que dependem duma interdependência próxima para sobreviverem.
Evolução do cérebro vertebrado
Ao longo da evolução, o cérebro sofreu alterações consideráveis. Comparado com o sistema nervoso primitivo dos invertebrados, o cérebro dos vertebrados é um órgão bem desenvolvimento e altamente interligado. O sistema nervoso central está ligado a resto do corpo através do sistema nervoso periférico que inclui as fibras que funcionam para e a partir dos órgãos sensoriais. O cérebro vertebrado básico – por vezes referido como “cérebro reptiliano” – corresponde ao aglomerado dos núcleos imediatamente acima do tronco cerebral nos humanos. Incluem módulos que produzem excitação, sensação e reacção aos estímulos. No entanto, é pouco provável que só estes núcleos sejam suficientes para produzir consciência. Este cérebro vertebrado básico não inclui ou o córtex cerebral, que existem apenas nos cérebros dos mamíferos.
Adaptado e editado para o blog por Mark Simões

Avanços no combate ao cancro da mama

Caso a caso
A Iris Bio Technologies está a construir uma gigantesca base de dados para ajudar as mulheres a descobrirem qual o melhor tratamento com os menores efeitos secundários. Sediada em Santa Clara, Califórnia, esta companhia está a pedir a pacientes com cancro da mama e a mulheres saudáveis para completarem um questionário que inclui o historial médico familiar e detalhes do estilo de vida. A empresa está também a criar ficheiros genéticos a partir de tecidos humanos enviados por médicos. Dessa forma, pode desenhar um tratamento à medida de cada caso, comparando-o com outros casos semelhantes em que houve sucesso no combate à doença. Ainda não se sabe se as companhias de seguro cobrirão as despesas com estes planos. Disponível: já no mercado. 

Vacina personalizada
Doentes que sobreviveram ao cancro da mama, mas que não reagiram ao medicamento Herceptin, podem ter em breve uma nova arma: a vacina NeuVax. De acordo com investigadores do Broke Army Medical Center, no Texas, EUA, a vacina torna o sistema imunitário mais resistente usando HER-2/neu, uma proteína encontrada na maioria das pacientes com cancro da mama. Enquanto o Herceptin erradica a doença em mulheres com altos níveis, deixando estas com poucas opções. Num estudo com 136 pacientes, aquelas que tinham baixos níveis de HER-2 e tomaram a NeuVax, seguida de cirurgia, quimioterapia e radiações, reduziram para metade a probabilidade de voltar a contrair cancro, e nenhuma das mulheres morreu durante o estudo. Disponível: 5 anos. 

 Preservação do cabelo
Um dos mais temidos efeitos secundários da quimioterapia (a queda do cabelo) pode ser mantido nos mínimos se os pacientes mantiverem a cabeça fresca. Investigadores holandeses descobriram que, mantendo o couro cabeludo fresco   - os pacientes usaram uma touca refrigerada electronicamentre -, reduz as probabilidades de o cabelo cair. A tecnologia está a ser usada na Europa, mas são necessários mais estudos antes de ser autorizado o seu uso nos Estados Unidos. Disponível: 5 anos (nos EUA).

 Poder do chá
Beber chá verde previne não só o cancro - pode também prevenir tumores. Investigadores na Universidade do Mississípi deram água misturada com um antioxidante do chá verde, chamado EGCG, a ratos com cancro da mama. Após cinco semanas, os tumores estavam entre 66 e 68% mais pequenos do que aqueles ratos a quem só tinham dado água. Disponível: 5 anos (na forma de medicamento).


Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé