sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Tumor do fígado


Tal como os tumores noutros pontos do organismo, os do fígado podem ser também benignos ou malignos. Os tumores benignos são muito raros, sendo em geral descobertos no decorrer de um exame médico de rotina ou através de testes relacionados com qualquer outro problema. Se se tornarem de grandes dimensões e se fragmentarem, podem provocar uma situação denominada “abdómen agudo”. Os tumores benignos do fígado são geralmente extraídos mal são descobertos.
Existem dois tipos de tumores malignos (cancerosos). A maioria são metástases, tumores originados de outros, com localização em qualquer outra zona do organismo e que se difundiram através da corrente sanguínea para o fígado. Cerca de um terço de todos os cancros que iniciaram a metastização invadem o fígado deste modo, e em alguns casos são os sintomas do cancro secundário do fígado que chamam a atenção para um tumor canceroso primário, situado em qualquer outra parte. O cancro pode começar no fígado (cancro primário do fígado) mas, tal como os tumores benignos deste órgão, é na realidade muito raro.

Quais são os sintomas?
No tumor secundário do fígado podem manifestar-se sintomas do cancro primário, por vezes já a receber tratamento. À medida que progride, provoca perda de peso e de apetite, indigestão, desconforto abdominal e mau estado geral. Aparece com frequência icterícia.

O que se deve fazer?
Deve comunicar ao seu médico, se referir os sintomas acima descritos (consulte sempre o médico se tiver icterícia).

Qual o tratamento?
Infelizmente, as perspectivas são más se o cancro atingiu o fígado, quer seja secundário quer primário. Em alguns casos, medicamentos citotóxicos ajudam a travar o avanço da doença.
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Tumores da bexiga

Os tumores da bexiga, tais como os de muitas zonas do corpo, podem ser benignos ou malignos. Ambos os tipos sem originam a partir das células do tecido de revestimento da bexiga, formando-se em geral um tumor (ou, em alguns casos, mais do que um) que se projecta para o interior do órgão, no espaço ocupado pela urina. Além disso, os tumores malignos (cancerosos) invadem as paredes da bexiga, podendo disseminar-se para outras partes do corpo. Se qualquer um dos tipos tumorais surgir próximo da zona onde o uréter entra na bexiga, pode obstruir o fluxo urinário proveniente do rim, o que provoca o aumento de volume deste órgão devido à acumulação de urina (situação conhecida por “hidronefrose”). Isto lesa o rim, tornando-o susceptível às infecções.

Quais são os sintomas?
O sintoma característico de um tumor da bexiga é a existência de sangue na urina (hematúria). Normalmente a micção não é dolorosa, mas pode haver sensação de ardor; o paciente costuma eliminar um pequeno volume de urina, mas com micções muito frequentes. No caso de estar presente hidronefrose, pode sentir dor na região lombar. Com a existência de um tumor na bexiga a torna especialmente susceptível às infecções, são comuns os sintomas de cistite.

Quais os riscos?
Todos os tumores benignos, e muitos dos malignos com pequenas dimensões, respondem bem ao tratamento. Por vezes, contudo, as células cancerosas invadem (metastizam) outras zonas do organismo e, se isto sucedeu, as perspectivas de tratamento eficaz são muito menores.

O que se deve fazer?
Consulte sempre o médico, no caso de notar a presença de sangue na urina. O médico pedirá a colheita de urina e amostras se sangue para análise e, de acordo com os resultados, pedirá exames complementares, como uma cistoscopia e uma pielografia endovenosa (PEV), ou uma cistografia. Se for detectado um tumor, proceder-se-á à colheita de uma pequena amostra dele através de uma biopsia, cujo objectivo é determinar se se trata de um tumor benigno ou maligno.

Qual o tratamento?
O tratamento habitual para todos os tumores da bexiga consiste na sua destruição pelo calor, com uma sonda especial agregada a um cistoscópio (um processo conhecido por “fulguração”).
O cirurgião visualiza a bexiga através do cistoscópio e manipula a sonda, destruindo as células tumorais. Normalmente, assim, erradica-se o tumor, mas ulteriormente terá que submeter-se a exames de controle semestrais durante pelo menos três anos, para assegurar que não há recidiva.
Se o tumor atinge uma área extensa da bexiga, pode ser necessário recorrer a cirurgia abdominal. Nos casos graves, será eliminada a totalidade da bexiga, ligando-se neste caso os ureteres a uma abertura na parede abdominal, realizada especialmente com esta finalidade. Deste modo, a urina flui para um saco (uma “bexiga externa”), o qual deverá ser esvaziado mais ou menos todos os dias. As técnicas actuais tornaram este método seguro, eficaz e prático. Após a operação, faz-se radioterapia, para destruir quaisquer células anormais residuais.

A maioria dos tumores da bexiga têm aspecto arborescente, parecendo-se com uma couve-flor projectando-se na parede interna da bexiga.
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Não é contagioso nem transmissível

O tumor canceroso não é contagioso, com efeito, não há conhecimento de que esta doença tenha sido transmitida de uma pessoa para outra. Em experiencias laboratoriais, os cientistas já conseguiram transmitir tumores e cancros entre animais. No entanto, os médicos, patologistas, enfermeiras e outras pessoas que lidam diariamente com o tumor maligno humano jamais o contraíram. Por conseguinte, não existe qualquer perigo em se visitar, contactar ou tratar alguma pessoa que sofra desta doença.
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé 

Domínio do tumor maligno

Para despistar, evitar e combater esta grave doença, todas as pessoas devem tomar as seguintes providências:
1.        Submeter-se a exames clínicos periódicos. Metade dos tumores cancerosos localiza-se em regiões do corpo facilmente observáveis, pelo que o exame médico pode permitir o seu diagnóstico precoce;
2.        Evitar irritações e repetidos traumatismos dos tecidos cutâneos que possam criar condições favoráveis a uma evolução maligna;
3.        Aprender a identificar quaisquer sinais e sintomas de tumor nas várias regiões do corpo, de acordo com as informações e métodos anteriormente referidos;
4.        Em caso de suspeita, não comparar sintomas e não aceitar nem dar qualquer conselho que não seja o de recorrer ao médico;
5.        Na hipótese anterior, consultar urgentemente o médico assistente ou, na sua ausência, dirigir-se imediatamente a uma instituição especialmente dedicada à assistência e este tipo de doença.
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

7ª Curiosidade do Sistema Humano


EVOLUÇÃO

Os cérebros evoluíram para permitir a reacção dos animais às alterações ambientais. A evolução do cérebro humano até à complexidade actual atravessou várias fases, muitas das quais são comuns a todos os animais. As suas origens podem ser observadas em cérebros de outras espécies, que conservam as estruturas mais primitivas.
Evolução do cérebro invertebrado
Todos os animais para sobreviverem, têm de reagir às alterações no seu ambiente interno e externo. Para isso, desenvolveram células sensíveis aos estímulos como a luz e as vibrações. As células sensoriais estão, por sua vez, ligadas a outras células que podem mover o organismo ou alternar o seu estado como reacção aos estímulos. Este sistema de tecido nervoso interligado é uma forma grosseira de cérebro. Nos invertebrados, como as minhocas, o sistema nervoso está distribuído pelo corpo da criatura, como uma rede mole de fibras reactivas. Algumas destas redes contêm pequenas massas de nervos, chamados gânglios. Estes são os predecessores das estruturas que, em algumas espécies, se tornaram o sistema nervoso central do cérebro.
O sistema nervoso primitivo
O sistema mais simples, como se pode ver nessa cidra (um invertebrado aquático minúsculo), consiste numa rede de células sensoriais com massas de células interligadas denominadas gânglios.
O cérebro da minhoca
A minhoca tem um cérebro grosseiro, o gânglio cerebral que está ligado à raiz de tecido nervoso (a raiz do nervo ventral) que percorre o comprimento do seu corpo. As fibras nervosas formam a extensão da raiz até cada segmento, assim a contracção muscular ao longo do corpo pode ser coordenada para produzir movimento como reacção a estímulos.
Cérebros de mamíferos
O cérebro de um mamífero compreende um aglomerado de estruturas que evoluíram a partir do cérebro básico do vertebrado, conhecido por sistema límbico, e encolheu cobrindo o córtex, que está ligado às estruturas límbicas por baixo. O sistema límbico é a parte do cérebro que produz as emoções. Estas são reacções aos estímulos que ultrapassam as reacções básicas de “agarrar” ou “evitar” no cérebro do vertebrado, e produzem acções subtis e complexas que nem sempre são previsíveis. O sistema límbico contém também estruturas que codificam experiencias como memorias, para serem lembradas e usadas como referência para acções futuras. As faculdades emocionais e de memorias aumentam grandemente com a gama e a complexidade do comportamento que um mamífero apresenta, porque não é simplesmente regido pelo instinto.
Tamanho e forma do cérebro
Um aspecto surpreendente da evolução do cérebro dos mamíferos é o desenvolvimento d córtex. Esta camada exterior evoluiu para suprir as necessidades específicas de cada espécie e por isso varia drasticamente de um animal para o outro. Comparados com outros mamíferos, animais como os humanos, os elefantes e os golfinhos têm um córtex desproporcionalmente grande.
Cérebros dos hominídeos
Os cérebros dos hominídeos (os humanos modernos e os seus antepassados) sofreram um impulso de alterações evolutivas que os tornaram, em alguns aspectos, completamente diferentes dos seus parentes próximos, como os chimpanzés e os gorilas. A principal diferença entre o cérebro humano e o dos outros mamíferos é o tamanho e a densidade do córtex e especialmente o lobo frontal, que é responsável pelo raciocínio complexo, o julgamento consciente e a auto-reflexão. Ninguém sabe porque evoluiu o cérebro humano assim – pode estar relacionado com alguma alteração na dieta provocada pelo ambiente, ou pelo facto de viver em grupos que dependem duma interdependência próxima para sobreviverem.
Evolução do cérebro vertebrado
Ao longo da evolução, o cérebro sofreu alterações consideráveis. Comparado com o sistema nervoso primitivo dos invertebrados, o cérebro dos vertebrados é um órgão bem desenvolvimento e altamente interligado. O sistema nervoso central está ligado a resto do corpo através do sistema nervoso periférico que inclui as fibras que funcionam para e a partir dos órgãos sensoriais. O cérebro vertebrado básico – por vezes referido como “cérebro reptiliano” – corresponde ao aglomerado dos núcleos imediatamente acima do tronco cerebral nos humanos. Incluem módulos que produzem excitação, sensação e reacção aos estímulos. No entanto, é pouco provável que só estes núcleos sejam suficientes para produzir consciência. Este cérebro vertebrado básico não inclui ou o córtex cerebral, que existem apenas nos cérebros dos mamíferos.
Adaptado e editado para o blog por Mark Simões

Avanços no combate ao cancro da mama

Caso a caso
A Iris Bio Technologies está a construir uma gigantesca base de dados para ajudar as mulheres a descobrirem qual o melhor tratamento com os menores efeitos secundários. Sediada em Santa Clara, Califórnia, esta companhia está a pedir a pacientes com cancro da mama e a mulheres saudáveis para completarem um questionário que inclui o historial médico familiar e detalhes do estilo de vida. A empresa está também a criar ficheiros genéticos a partir de tecidos humanos enviados por médicos. Dessa forma, pode desenhar um tratamento à medida de cada caso, comparando-o com outros casos semelhantes em que houve sucesso no combate à doença. Ainda não se sabe se as companhias de seguro cobrirão as despesas com estes planos. Disponível: já no mercado. 

Vacina personalizada
Doentes que sobreviveram ao cancro da mama, mas que não reagiram ao medicamento Herceptin, podem ter em breve uma nova arma: a vacina NeuVax. De acordo com investigadores do Broke Army Medical Center, no Texas, EUA, a vacina torna o sistema imunitário mais resistente usando HER-2/neu, uma proteína encontrada na maioria das pacientes com cancro da mama. Enquanto o Herceptin erradica a doença em mulheres com altos níveis, deixando estas com poucas opções. Num estudo com 136 pacientes, aquelas que tinham baixos níveis de HER-2 e tomaram a NeuVax, seguida de cirurgia, quimioterapia e radiações, reduziram para metade a probabilidade de voltar a contrair cancro, e nenhuma das mulheres morreu durante o estudo. Disponível: 5 anos. 

 Preservação do cabelo
Um dos mais temidos efeitos secundários da quimioterapia (a queda do cabelo) pode ser mantido nos mínimos se os pacientes mantiverem a cabeça fresca. Investigadores holandeses descobriram que, mantendo o couro cabeludo fresco   - os pacientes usaram uma touca refrigerada electronicamentre -, reduz as probabilidades de o cabelo cair. A tecnologia está a ser usada na Europa, mas são necessários mais estudos antes de ser autorizado o seu uso nos Estados Unidos. Disponível: 5 anos (nos EUA).

 Poder do chá
Beber chá verde previne não só o cancro - pode também prevenir tumores. Investigadores na Universidade do Mississípi deram água misturada com um antioxidante do chá verde, chamado EGCG, a ratos com cancro da mama. Após cinco semanas, os tumores estavam entre 66 e 68% mais pequenos do que aqueles ratos a quem só tinham dado água. Disponível: 5 anos (na forma de medicamento).


Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé 

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Cancro do intestino grosso (cancro do cólon e cancro do recto)

No cancro do intestino grosso (cólon e recto) algumas células anormais multiplicam-se e formam quer uma área ulcerada, que sangra facilmente, quer uma constrição, que impede a passagem das fezes. Se a evolução normal prosseguir, a doença dissemina-se ao longo da parede abdominal e, através dela, aos órgãos abdominais adjacentes; pode também invadir a circulação sanguínea e afectar outras zonas do organismo. A causa dos tumores malignos do intestino grosso é desconhecida, mas parece ser factor importante uma dieta altamente refinada, com poucos resíduos.

Quais são os sintomas?
O principal sintoma, que não deverá ser negligenciado se tiver duração superior a 10 dias, é uma alteração no tipo de movimentos intestinais – tanto aumento de obstinação como de diarreia. A presença de sangue nas fezes deve ser igualmente sempre referida ao médico; não parta do princípio de que a causa são simplesmente hemorróidas.
Pode haver, também, sintomas vagos de indigestão e dores, acompanhadas de hipersensibilidade da zona inferior do abdómen. Por vezes, o sintoma fundamental é a presença de um único nódulo, algures no quadrante inferior direito do abdómen. Acontece ainda que, por vezes, não há sintomas até que o cancro se revela por uma obstrução intestinal, ou uma peritonite resultante da perfuração do cólon.

Qual a frequência do problema?
O cancro do intestino grosso ocupa o terceiro lugar entre todas as formas de cancro. Representa cerca de um sétimo das mortes por cancro. Em cada ano esta situação é diagnosticada em mais de uma pessoa em cada 1500.

Quais os riscos?
Tendo em conta que os tumores malignos do intestino grosso se desenvolvem e metastizam bastante lentamente, tem 80% de probabilidades de obter cura completa, se a doença for diagnosticada precocemente. Se a disseminação tumoral já ultrapassou o intestino, as perspectivas são muito menos favoráveis.

Que deve fazer-se?
Se tem qualquer dos sintomas acima mencionados, consulte o seu médico, que examinará o abdómen e introduzirá um dedo, depois de calçar uma luva, no recto, a fim de averiguar a possível existência de um tumor rectal. Poderá ser igualmente necessário recolher amostras de matéria fecal para estudo laboratorial. Se o médico suspeita de cancro – ou no caso de um tumor benigno do intestino grosso - , terá que se submeter, no hospital, a certos exames auxiliares de diagnostico, como clister opaco, sigmoidoscopia e colonoscopia, possivelmente.

Qual o tratamento?
A cirurgia é o melhor tratamento possível para este tipo de cancro, se a sua evolução não for muito avançada. Se o cancro é no cólon, o tecido canceroso é extraído juntamente com uma porção do cólon normal de cada lado do tumor, sendo depois suturadas topo a topo as duas extremidades de intestino. Esta operação é denominada uma «ressecção intestinal». Se o cancro se localiza no recto, e geralmente necessária uma colostomia. Se o cancro estiver muito disseminado para ser operado, a sua evolução pode ser interrompida com frequência através de radioterapia e drogas citotóxicas (ou só por estas).

Quais as perspectivas a longo prazo?
As perspectivas são excelentes, em pessoas com cancro do intestino grosso, se a situação é detectada em fase precoce, sendo praticável a operação.
A maioria das pessoas que foram operadas devido a cancro do intestino grosso continuam vivas e saudáveis ao fim de cinco anos ou mais. A percentagem de cura para os pacientes que fizeram apenas radioterapia e tratamento com medicamentos é inferior.   
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé

domingo, 30 de janeiro de 2011

Cancro da mama

CANCRO DA MAMA: FACTORES DE RISCO
O cancro da mama é um problema de saúde pública que, apesar de não ser dos mais letais, tem uma alta incidência e uma lata mortalidade, sobretudo na mulher (apenas 1 em cada 100 cancros se desenvolvem no homem). Actualmente em Portugal com uma população feminina de 5 milhões, aparecem 4.500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja 11 novos casos por dia, morrendo por dia 4 mulheres com esta doença.
Para obviar a este estudo calamitoso, o auto-exame, o exame clínico e a mamografia são meios para um diagnóstico precoce. São conhecidos alguns factores de risco para o cancro da mama, muito associados aos estilos de vida e a características reprodutivas inerentes à vida moderna e ocidentalizada. De notar que 5 a 10% dos cancros da mama diagnosticadas apresentam características genéticas e hereditárias que, caso sejam confirmadas, obrigam a um acompanhamento mais precoce e cuidadoso das familiares
A grande dificuldade em diminuir a prevalência dos factores de risco para o cancro da mama justifica uma prevenção secundária, isto é, que sejam concretizados procedimentos e atitudes de um diagnóstico o mais precoce possível das lesões malignas.
Estes incluem o controlo rigoroso e periódico por mamografia e, quando adequado, ecografia, recorrendo ao aconselhamento pelo Medico Assistente, sobretudo a partir dos 40-45 anos.
Em zonas onde já exista Rastreio Organizado, todas as mulheres entre os 45 e os 65 anos deverão corresponder ao convite feito pela Liga Portuguesa Contra o Cancro em cooperação com os Centros de Saúde e Médicos de Família.
Por outro lado, qualquer lesão confirmada deverá ter uma resposta adequada e atempada nas instituições hospitalares. Por último, não devera ser esquecidos que existem já disponíveis técnicas cirúrgicas de reconstrução mamária, indispensáveis para uma melhor qualidade de vida através da melhoria da auto-imagem e do auto-conceito da mulher, que se repercutirá no relacionamento com os seus familiares, os quais desempenham um papel extremamente importante no apoio aos doentes com esta patologia.
MAMA: AUTO-EXAME
O auto-exame deve ser feito uma vez por mês, na semana seguinte ao período menstrual. Ponha uma das mãos atrás da cabeça e utilize a outra para palpar a mama do lado oposto. Com os dedos esticados faça movimentos percorrendo a mama desde a área próxima da axila ate aos mamilos. Repita os mesmos passos para a outra mama. Procure por alterações de consistência, tamanho e aparência da mama e por corrimento a partir do mamilo.
Onde deve fazer o auto-exame:
No banho
O sabão facilita o deslizamento dos dedos e, por conseguinte, a detecção de alterações na mama.
ou Deitada
Para facilitar o auto-exame pode aplicar um gel ou creme sobre as mamas.
e Em frente ao espelho
Verifique se há diferenças entre o formato, tamanho e aparência das duas mamas e se surge corrimento pressionar os mamilos.

Utilize este movimentos
Há três tipos de movimento que devem ser realizados na altura do auto-exame.
Vertical: a mão percorre a mama verticalmente , num movimento para cime e para baixo, cobrindo toda a extençao da mama.
Espiral: com movimentos concêntricos, a mão parte da periferia da mama até chegar ao mamilo.
Quadrantes: num movimento de vaivém, a mão vai do mamilo até à periferia da mama e retorno ao mamilo.
CANCRO DA MAMA: RASTREIO
Nas actividades relativas à prevenção do cancro da mama, destaca-se, desde 1986 a Rastreia de Cancro da Mama na Região Centro, da iniciativa da Liga Portuguesa Contra o Cancro, que tem permitido o diagnostico de centenas de cancros em fase inicial e, consequentemente, curáveis ou controláveis.
Na verdade, com o Rastreio do Cancro da Mama pretende-se não só um diagnostico precoce, descobrindo tumores muito pequenos, muitas vezes não palpáveis e só vistos em mamografia ou ecografia ou em fase evolutiva não invasiva permitindo assim tratamentos menos mutilantes (cirurgia conservadora) e menos traumatizantes e uma sobrevida livre de doença e global mais longa.
Por exemplo, para melhor avaliação da importância do Rastreio, bastará comparar um tumor que tenha menos de 2 cm de diâmetro tem uma sobrevida aos 10 anos de 85% e um tumor disseminado, com lesões noutros órgãos terá uma sobrevida aos 10 anos menor de 15%.
O Programa de Rastreio (com a estreita colaboração dos Cuidados de Saúde Primários) cobre actualmente toda a Região Centro.
Utiliza unidades móveis (sobretudo) e fixas, que se deslocam de 2 em 2 anos aos concelhos, enviando convites pessoais às mulheres em idade rastreável (45-69 anos) inscritas nos Centros de Saúde para realizar uma mamografia.
Esse exame radiológico é estudado por 2 radiologistas que, em caso de alguma dúvida, chamam a mulher a uma consulta clínica de aferição. Se subsistirem duvidas, são encaminhadas para instituições hospitalares onde realizarão um diagnosticam final e, caso a suspeita se confirme, serão rapidamente tratadas.
O Rastreio de Cancro da Mama é dirigido a mulheres com idade compreendida entre os 45 e os 69 anos (se ainda não atingiu os 45 anos deve procurar ser seguido pelo seu medico de família ou ginecologista).
Deve ser repetido cada 2 anos, quando a Unidade Móvel de Mamografia se desloca ao seu concelho.
Escrito e editado para o blog por Mark Simões

sábado, 29 de janeiro de 2011

Eu como fruta e vegetais!

Comendo bastante fruta e vegetais pode reduzir-se o risco de cancro para metade em relação a todos aqueles que têm dieta pobre nestes alimentos.

As pessoas são o que comem!
O nosso bem-estar físico está largamente dependente de uma boa alimentação.
Nos aderimos aos hábitos alimentares adquiridos em casa durante a nossa vida; a base de uma vida saudável é alicerçada desde a infância através de uma dieta variada e saudável.
Embora se divulgue com profusão tipos de comida que possam causar cancro, na realidade sabemos mais sobre o que pode ajudar a preveni-lo. Os mais importantes destes alimentos são os vegetais e fruta. Existem evidências claras que uma dieta rica em fruta e vegetais está associada a uma vida saudável.
Os vegetais são ricos em vitaminas, micronutrientes e fibras. Contêm, entre outras substâncias, anti-oxidantes e flavenóides, que ajudam a prevenir numerosas doenças tais como o cancro e doenças cardiovasculares.
O conteúdo energético dos vegetais é baixo, p+elo que podem ser consumidos em grandes quantidades sem riscos de uma obesidade indesejada e inconveniente pelos factores negativos que acarreta. A variedade é a grande força dos vegetais e da fruta. É fácil comer o suficiente sem nos saturarmos. Podemos comê-los quer preparados como um parto principal ou complementando outras refeições.
Se tem fome entre as refeições pode comer fruta em vez de chocolate. E assim sucessivamente, pode provocar uma alteração no seu regime alimentar.
Os vegetais e a fruta são alimentos muito saudáveis e com uma variedade tão grande que quase toda a gente tem a possibilidade de encontrar qualquer coisa que agrade ao seu paladar. Uma pessoa gosta de nabos, outra de tomate, outra de couves, ou então gostamos de peras ou maças. Não gostamos de cerejas, mas gostamos de uvas.
Enfim, há um sem número de paladares à nossa disposição que só quem não quer não adere a este tipo de alimentação saudável. Podemos afirmar que não há escassez de alternativas: existe sempre uma variedade quase infinita de cores, formas, tamanhos e sabores ao nosso alcance, que nos ajuda na prática de uma alimentação saudável.


6x ao dia
Deve comer cinco a oito suplementos todos os dias, de fruta ou vegetais. Uma média de seis é boa. Constitui um suplemento: um tomate grande; uma chávena de vegetais cozidos; uma peça de fruta; uma taça de morangos ou cerejas; uma colher de geleia; um copo de sumo; uma cenoura; uma porção de grelos (couve ou nado); duas ou três rodelas de pepino, etc.
Quanta fruta e vegetais devo comer?
O conselho é dado normalmente em termos de porções ou de classes. De uma maneira geral, uma porção de fruta ou vegetais é uma única maçã, pêra, laranja ou banana, e quantidade equivalente de outras frutas mais pequenas ou por exemplo uma chávena de vegetais cozidos.
A quantidade de vegetais a ser incluída na dieta diária pode ser ilustrada usando apenas como exemplo um “prato modelo”. As proporções definidas podem ser adaptadas a outro tipo de cozida, como sopas, gratinadas ou cozidos.
Uma refeição pode ser composta por meio prato com vegetais, legumes gratinados ou cozidos, conforme prefira, peixe ou carne, deixando ainda espaço para batata, arroz ou massa. Algumas fatias de pão e uma sobremesa de fruta fresca tornam a refeição completa.
As crianças e os adolescentes precisam de um acompanham, então mais cuidado na sua alimentação, de preferência com acompanhamento específico. Esses cuidados vão beneficiar os jovens durante a chamada fase de crescimento e, melhoram o desenvolvimento e função do sistema nervoso, do sistema muscular e das glândulas.
Escrito e editado para o blog por Mark Simões

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Vírus do Papiloma Humano e Cancro do Colo do Útero


O vírus do Papiloma Humano (HPV) é um vírus cujo genoma é constituído por DNA circular de cadeia dupla. Foram identificados até à data mais de 200 tipos de HPV dos quais cerca de 40 afectam, preferencialmente, o trato anogenital: vulva, vagina, colo do útero, pénis e áreas perianais. De acordo com o seu potencial oncogénico, os HPV podem ser classificados como vírus de “baixo risco” ou de “alto risco”.
Dos cerca de 15 HPV de alto risco que podem infectar o tracto anogenital, dois deles são responsáveis por mais de 70% dos casos de cancro do colo do útero, estando também associados a alguns casos de cancro vulgar, vaginal, peniano e anal.
Os HPV de baixo risco estão associados ao desenvolvimento de verrugas genitais.

Transmissão da infecção
O vírus do Papiloma Humano é responsável por uma das infecções por transmissão sexual mais comuns a nível mundial.
As infecções genitais por HPV são, geralmente, transmitidas por via sexual através do contacto epitelial directo (pele ou mucosa) e, raramente, por via cervical, durante o parto. Estão também descritos alguns casos de transmissão por contacto urogenital. A exposição nos primeiros anos após o início da vida sexual é frequente, mas não é universal.
As mulheres com início precoce das relações sexuais e com múltiplos parceiros nos primeiros anos de vida sexual, ou com um parceiro que tenha múltiplos parceiros, apresentam um risco maior de contraírem esta infecção. 

Desenvolvimento do Cancro do Colo do Útero
O cancro do colo do útero, o segundo tipo de cancro mais frequente na mulher em todo o mundo, tem uma etiologia bem conhecida, relacionada com a infecção por HPV (aproximadamente, 100% dos casos de cancro do colo do útero estão relacionados com infecção por HPV).
A integração do genoma de HPV no DNA da célula hospedeira promove a instalação genética, originando a replicação anárquica das células com acumulação de mutações genéticas e o aparecimento de displasias de grau variável que podem, se não forem detectadas e tratadas, evoluir para carcinoma invasivo.
A infecção persiste por HPV tem um período de latência prolongado (20 anos ou mais). O cancro do colo do útero desenvolve-se lenta e progressivamente e a idade de maior incidência da doença é entre os 45 e os 55 anos.


A existência de um tumor maligno com história natural complexa, mas bem conhecida e associada a um vírus (HPV), em quase 100% dos casos, levou ao desenvolvimento de duas vacinas. Desde Dezembro de 2006 está comercializada em Portugal a vacina tetravalente (Gardasil ®), desenvolvida contra os HPV 16 e 18 (responsáveis por 70% a 75% de casos de cancro do colo do útero) e contra os HPV 6 e 11 (responsáveis por cerca de 90% de casos de verrugas genitais/ condilomas).
Desde Outubro de 2007 está também comercializada em Portugal a vacina bivalente (Cervarix ®), desenvolvida contra os HPV 16 e 18 (responsáveis por 70% a 75% de casos de cancro do colo do útero).

Ambas as vacinas estão recomendadas a raparigas e mulheres jovens num esquema vacinal de 3 doses por via intramuscular e para nenhuma delas está estabelecida a necessidade de reforços.
A vacinação deve ser efectuada, preferencialmente, a jovens adolescentes antes do início de vida sexual activa; em Portugal, foi decidido administrar a vacina HPV por rotina no Programa Nacional de Vacinação (PNV) às raparigas de 13 anos de idade.
Nenhuma das vacinas existentes confere protecção contra todos os HPV oncogénicos e o seu efeito só se verificará a médio/ longo prazo. A continuidade e o desenvolvimento do rastreio do cancro do colo do útero é fundamental.
Direcção-geral de Saúde, Outubro de 2008 (adaptado)
Transcrito e editado para o blog por Eunice Tomé  

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Tumores benignos do intestino grosso (incluindo pólipos)

 
Alguns tumores do intestino grosso são malignos, mas os tumores benignos são mais frequentes. Ocorrem isoladamente ou em grupo, devido a razão desconhecida; a maioria são pequenos, agrupando-se em forma de cacho, sendo tais tumores conhecidos por «pólipos», embora um tumor benigno possa ocasionalmente desenvolver-se o suficiente para provocar obstrução intestinal. Atendendo a que 1 em cada 100 tumores benignos se torne maligno, por rotina aqueles são extraídos quando descobertos.
Muitas pessoas têm tumores assintomáticos, desconhecendo a sua existência. São com frequência detectados quando, por qualquer outro motivo, se faz uma radiografia. Por vezes, contudo, os tumores benignos revelam-se pelo aparecimento de vestígios de sangue negro nas fezes, ou de um corrimento do ânus que mancha a roupa interior. Tais tumores são, com frequência, diagnosticados e extraídos simultaneamente através de colonoscopia, sigmoidoscopia ou proctoscopia. Se isto não for praticável no seu caso, poderá haver necessidade de recolher a uma laparotomia relativamente simples, para ablação dos tumores, evitando assim o ligeiro risco de obstrução ou transformação em tumor maligno.
Escrito e editado para o blog por Eunice Tomé  

Vídeo acerca do cancro



 Por Eunice Tomé 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A doença do medo!

 Para muitos indivíduos, a simples menção da palavra cancro provoca uma sensação de temor, de angústia e de tranquilidade. Experiências penosas com parentes ou seres queridos costuma ser a base dessa resposta inconsciente e de certa forma, justificada: trata-se de um distúrbio de gravidade inegável que, sem tratamento, conduz irremediavelmente à deterioração global da saúde e que constitui uma das principais causas de morte. Contudo, ainda se desconhecem muitas coisas sobre a sua origem e ainda não se encontraram fórmulas para a cura de forma eficaz de 100% dos casos, mesmo assim, não podemos subestimar os resultados alcançados nos últimos tempos.
Os tipos de cancro são muito diversos e apresentam diferentes formas de evolução e diferentes respostas ao tratamento. Nalguns casos, e em especial quando o tratamento é tardio, a actuação médica só pode ser encaminhada para aliviar os incómodos provocados pela sua evolução. Mas, noutros casos, felizmente cada vez mais, as possibilidades terapêuticas são realmente altas e permitem a cura total e definitiva da doença.
Assim, como há bem pouco tempo o mais comum era enfrentar este tema racionalmente e com resignação, hoje em dia o mais adequado é enfrentá-lo com esperança. Calcula-se que mais ou menos 40% das pessoas às quais é diagnosticado cancro podem curar-se por completo e que muitas outras podem levar uma vida de qualidade aceitável durante muitos anos. É conveniente, perante a existência desta doença que se solicite ao médico uma informação adequada, actualizada e realista para não haver especulações negativas. A própria atitude perante a situação parece ser um ponto de grande importância tanto na evolução do processo como na resposta ao tratamento. 

Escrito e editado para o blog por Eunice Tomé

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tumor de Wilms:

Nesta doença, que afecta quase exclusivamente as crianças com mais de cinco anos, forma-se um tumor maligno num dos rins. O principal sintoma é um alto duro num dos lados do abdómen; pode ainda haver sangue na urina e dores abdominais.

Qual a frequência?
O tumor de Wilms é muito raro; é responsável por 5% de todas as mortes por cancro, nas crianças entre os dois e os doze anos.

Quais os riscos?
Os riscos são os mesmos de todos os cancros: o espalhar-se as células malignas por outras partes do corpo. Contudo, os recentes progressos no tratamento do cancro aumentaram enormemente as perspectivas futuras para as crianças que são afectadas por esta doença.

O que se deve fazer?
Se forem notados os sintomas atrás descritos, deve consultar-se o médico sem demora. Se houver suspeitas da presença de um tumor, a criança terá de fazer uma radiografia especial, conhecida por pielografia intravenosa.

Qual o tratamento?
Se for diagnosticado um tumor de wilms, o rim afectado terá de ser extraído cirurgicamente. Serão ainda ministrados citotóxicos (anticancerígenos) com o fim de destruir quaisquer células cancerosas que tenham permanecido. Também a radioterapia pode ser aplicada com o mesmo propósito. Mais de 80% de todas as crianças afectadas conseguem curar-se.
Escrito e editado para o blog por Eunice Tomé

sábado, 22 de janeiro de 2011

4ª Curiosidade sobre o Cancro...

Gás Mostarda
O gás mostarda foi utilizado, pela primeira vez, na Primeira Guerra Mundial, em 1917, pelo exército alemão. Ao contrário de outra arma química que produz efeitos imediatos, o gás mostarda só produz, geralmente, sintomas algumas horas após o contacto. As vítimas sofrem graves danos nos tecidos muito antes de se aperceberem que necessitam de tratamento. O gás mostarda atinge também o ADN, sendo responsável por mutações que produz cancros e malformações nos recém-nascidos.
Além dos agentes químicos, as radiações podem também ser usadas como potentes armas. As armas nucleares baseiam-se na libertação de enormes quantidades de energia, sob diversas formas, devido à desintegração dos núcleos dos átomos. A onda de choque inicial conduz a uma destruição maciça e as radiações são responsáveis por graves queimadoras e produzem, nos sobreviventes, alterações no seu genoma que mais tarde se manifestarão sob a forma de cancro e de malformações. Os únicos registos de utilização de armas nucleares remontam a 1945, quando, na Segunda Guerra Mundial, os Estados Unidos lançaram duas bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki.
Contudo, ao longo das décadas seguintes, inúmeros testes nucleares foram realizadas, alguns dos quais levaram à contaminação de vastas áreas. Alem disso, algumas centrais nucleares têm sofrido acidentes que conduzem à libertação de radioactividade e consequente contaminação das áreas envolventes. Um dos maiores desastres ambientais resultantes da energia nuclear teve origem em Chernobyl, na Ucrânia (na altura pertencente à URSS). O acidente ocorreu no dia 26 de Abril de 1986 quando o reactor nuclear da central explodiu, libertando uma enorme nuvem radioactiva que se espalhou por milhares de quilómetros. Vinte e oito pessoas morreram nos dias seguintes ao acidente, devido ao elevado nível de radiação a que foram expostas. Mas os efeitos mutagénicos só se viriam a manifestar mais tarde, quando se começou a detectar um aumento exponencial de cancro da tiróide em crianças que viviam numa região vizinha (a Bielorrússia). Entre os indivíduos adultos expostos à radiação, especialmente os que foram destacados para proceder às operações de socorro e limpeza da zona, diversos cancros começaram a surgir.
Após o acidente, a elevada contaminação dos terrenos, construções, maquinas, etc., obrigou à criação de uma zona de exclusão com um raio de 30 km. Os habitantes foram deslocados, mas ainda hoje é possível observar mutações que se manifestam nos filhos dos indivíduos que foram expostos à radiação.

Escrito e editado para o blog por Mark Simões

sábado, 15 de janeiro de 2011

Tumor do olho:

Os tumores são crescimentos anormais de tecidos. São quer malignos – os quais habitualmente se disseminam – ou benignos – ficando localizados. Os tumores dos olhos são raros, geralmente malignos e indolores.


Melanoma maligno do olho
Este tumor assemelha-se a um tipo de cancro da pele. Verifica-se sobretudo na coroideia (a camada de vasos sanguíneos situada sobre a retina) ou no corpo ciliar (extensão anterior da coroideia). Por vezes cresce na íris. Apenas um olho é atingido. Mais de metade dos casos são descobertos durante um exame de rotina por um oftalmologista. Os outros são descobertos por o doente se queixar de perda gradual de visão no olho afectado. O médico efectua um diagnóstico angiográfico, que mostra a natureza do tumor. O tratamento habitual nos adultos jovens é a remoção do olho atingido, de modo a evitar-se a disseminação do tumor a outras partes do corpo. Nas pessoas idosas, em que o tumor cresce muito devagar e não acarreta perdas de visão, é habitualmente considerado melhor não mexer no olho; se, contudo, forem observados sinais de crescimento, é aconselhável retirar o olho.

Tumores secundários do olho
No caso de alguns cancros, há disseminação (metastização) de tumores secundários por via sanguínea ou linfática, a partir, por exemplo, de um tumor primitivo da mama ou do pulmão, que não afectam outras partes do corpo. Os tumores secundários do olho aparecem durante os estádios avançados desses tumores primitivos quando se verificam por detrás do olho, provocam a sua procidência. O efeito na visão varia com a sua posição no globo ocular e com o seu ritmo de crescimento.

Retinoblastoma
Tumor maligno da retina que aparece num ou em ambos os olhos, habitualmente nas crianças com menos de cinco anos. O doente não se queixa de quaisquer sintomas. Se a visão central de um só olho é atingida, a criança pode arranjar um estrabismo; é por este motivo que todos os estrabismos devem ser observados por um oftalmologista. O estrabismo verifica-se quando a coordenação está ausente: um olho olha para o objecto que se quer observar, enquanto o outro olha para qualquer outro lado.
Se o tumor não for descoberto no inicio do seu crescimento, pode tornar-se visível através da pupila como uma zona branca no interior do olho. Esta doença é muitas vezes hereditária. Se sabe de casos desta doença na sua família, é aconselhável consultar o médico antes de vir a ter filhos e, no caso de já os ter, torna-se imprescindível que fale na história de retinoblastoma familiar ao médico, para que a criança seja observada regularmente. Quando o tumor é detectado na sua fase inicial, a radioterapia mostra-se muito eficaz. Contudo, com o tumor em estádio já avançado, é preciso retirar o olho para evitar a disseminação de tumores secundários no resto do corpo, o que põem em perigo a vida da criança.

Escrito e editado para o blog por Eunice Tomé

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

6ª Curiosidade do Sistema Humano...

Cirurgia Cerebral

A cirurgia no cérebro é um campo especializado da neurociência no qual são executadas operações no cérebro ou nas meninges através de uma abertura feita no crânio (craniotomia) ou, mais raramente, através do nariz e da cavidade nasal.

Aplicações da Cirurgia Cerebral
A cirurgia pode ser usada para tratar vários problemas. Estes incluem tumores no cérebro ou nas meninges; pressão acrescida dentro do crânio devido a uma hemorragia, hematoma ou hidrocefalia; lesão cerebral traumática, por exemplo devido a uma lesão na cabeça; anomalias nos vasos sanguíneos, como aneurismas, e abcessos cerebrais. Menos frequentemente, a cirurgia pode ser usada para tratar casos graves de epilepsia que não tenham reagido à medicação e para obter amostras de biopsia. Uma forma altamente experimental de cirurgia cerebral conhecida por estimulação cerebral profunda, que envolve a colocação de eléctrodos dentro do cérebro, tem sido usada para tratar pacientes com perturbações de movimento como a doença de Parkinson e síndrome de Tourette.

Cirurgia Cerebral Estereotáctica
A um paciente prestes a ser submetida a uma estimulação cerebral profunda é primeiro fixo um caixilho ao couro cabeludo.  O caixilho ajuda o cirurgião a navegar para o local preciso do cérebro onde os eléctrodos devem ser implantados.


Cirurgia Transnasal
Um procedimento minimamente invasivo, a cirurgia transnasal envolve a inserção de um endoscópio (tubo de visualização) no nariz para aceder à base do cérebro. O endoscópio permite ao cirurgião ver o sítio da operação e podem ser passados instrumentos ao longo deste para realizar procedimentos cirúrgicos. A principal aplicação deste tipo de cirurgia cerebral é a remoção de tumores da glândula pituitária ou das meninges na base do cérebro. Não deixa cicatriz externa, normalmente requer apenas um breve internamento no hospital e tende a causar menos dor subsequente do que a cirurgia tradicional.


Escrito e editado para o blog por Mark Simões