sexta-feira, 3 de junho de 2011

Casos de cancro da boca causados por sexo crescem no Brasil

«Os casos de cancro da boca e orofaringe (região atrás da língua, palato e amígdalas) cresceram de maneira assustadora nos últimos dez anos no Brasil. A doença está relacionada ao papiloma vírus humano (HPV), que no caso está a ser transmitido através do sexo oral. Segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), por ano, o Brasil regista 14 mil novos casos de cancro da boca, avança o portal Terra.
Anteriormente os casos de cancro da boca e da orofaringe eram mais comummente registados em homens acima de 50 anos, normalmente fumadores ou alcoólicos. Hoje, a doença está a atingir mais os jovens entre 30 e 45 anos, que praticam sexo oral sem proteção adequada, conforme divulgou o jornal A Folha de São Paulo.
Segundo o Instituto do Cancro do Estado de São Paulo, 60% dos casos cancro de orofaringe registados no último ano tinham ligação directa com o papilomavírus.
De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, 80% dos casos da doença no Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, estão associados ao papilomavírus. Há uma década, apenas 25% dos casos estavam directamente ligados ao HPV. Os casos relacionados com o tabaco estão a cair; já os com causa no papiloma vírus estão a crescer. As mulheres respondem por 20% dos casos.»

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cancros e faixas etárias

    I.        Faixa etária: de 0 a 25 anos

o   Leucemia/ Leucoses
o   Tumores do sistema nervoso central (SNC)
o   Linfomas
o   Neuroblastomas
o   Tumor de Wilms
o   Tumor do testículo

 II.        Faixa etária: de 25 a 50 anos

o   Cancro da pele não melanoma
o   Tumor de testículo
o   Linfoma não Hodgkin
o   Leucemia mieloide aguda (LMA)

III.        Faixa etária: mais de 50 anos

o   Cancro da pele não melanoma
o   Neoplasia da próstata
o   Neoplasia gástrica
o   Neoplastia de pulmão
o   Estômago
o   Tumor do cólon e recto
 
Artigo editado para o blog por Eunice Tomé

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Apresentação Final Parte V - Actividade Genómica


O ADN POSSUI A CAPACIDADE DE ORIGINAR CÓPIAS DE SI MESMO, ATRAVÉS DE UM PROCESSO DESIGNADO POR REPLICAÇÃO. ESTE PROCESSO ASSEGURA TANTO A PRODUÇÃO DE CÉLULAS GENETICAMENTE IDÊNTICAS COMO A PASSAGEM DA INFORMAÇÃO GENÉTICA AO LONGO DAS GERAÇÕES, EM TODOS OS ORGANISMOS.

Antes de Watson e Crick apresentarem o seu modelo, nada tinha sido proposto relativamente à replicação do ADN, ou seja, relativamente ao modo como se duplica a molécula da hereditariedade antes da divisão celular. A descoberta da estrutura do ADN foi um momento decisivo no estudo da hereditariedade. Rapidamente, começou a tornar-se claro como as células, antes de se dividirem, duplicam o seu ADN, assegurando a conservação do património genético ao longo das gerações.
            A descoberta da estrutura do ADN foi um momento decisivo no estudo da hereditariedade. Rapidamente, começou a tornar-se claro como as células. Antes de se dividirem, duplicam o seu ADN, assegurando a conservação do património genético ao longo das gerações. A estrutura molecular do ADN e o respectivo modo de replicação estão intimamente relacionados.
No processo de replicação semiconservativa, cada uma das cadeias formadas é uma réplica de uma das cadeias originais. Assim, as novas moléculas de ADN são idênticas às moléculas originais, sendo cada uma portadora de uma cadeia recém-formada.
            Em 1958, experiencias realizadas pelos investigadores Matthew Meselson e Franklin Stahl permitiram testar a hipótese de replicação semiconservativa. O sucesso destas experiências foi devido à utilização de um isótopo “pesado” de azoto, 15N, que é um isótopo não radioactivo que torna as moléculas que o contem mais densas do que as moléculas quimicamente idênticas que contem o isótopo comum 14N.
            Os resultados da experiencia de Meselson e Stahl apoiam, pois, o modelo de replicação semiconservativa, que se processa segundo a regra da complementaridade de bases.
            O ADN, detentor da informação genética de que dependem as características estruturais e funcionais de cada organismo vivo, tem a capacidade de se replicar, assegurando a transmissão do património genético próprio de cada espécie. Os mecanismos subjacentes à autoduplicação da molécula são, no essencial, idênticos em todos os seres vivos, verificando-se algumas diferenças entre procariontes e eucariontes, que são decorrentes quer da quantidade de ADN que constitui o genoma da espécie, quer da sua organização e compartimentação dentro da célula.


A MOLÉCULA DE ARN É CONSTITUÍDA POR UMA CADEIA POLINUCLEOTÍDICA SIMPLES QUE, POR VEZES, PODE DOBRAR SOBRE SI PRÓPRIA QUANDO SE ESTABELECE OCASIONALMENTE PONTES DE HIDROGÉNIO ENTRE AS BASES COMPLEMENTARES.
O ácido ribonucleico (RNA) é um polímero de nucleótidos e é quimicamente muito próximo do ADN. Ao nível da constituição, cada nucleótido do ARN contem um grupo fosfato, uma pentose (a ribose), e uma base azotada que pode ser adenina, guanina, citocina ou uracilo. Esta última base azotada é uma base em anel simples que pode formar duas ligações hidrogénio com a adenina.




FLUXO DE INFORMAÇÃO GENÉTICA – BIOSSÍNTESE DE PROTEÍNAS: NUMA CÉLULA, A INFORMAÇÃO PARA A SEQUÊNCIA DOS AMINOÁCIDOS DE CADA PROTEÍNA ESTÁ CONTIDA NOS GENES QUE, COMO SABE, SÃO OS SEGMENTOS DE ADN. A ORDEM DOS NUCLEÓTIDOS DE UM GENE DETERMINA A ORDEM DOS AMINOÁCIDOS NUMA PROTEÍNA.




CICLO CELULAR: DE ACORDO COM A TEORIA CELULAR, PARA ALÉM DE SEREM AS UNIDADES BÁSICAS DA VIDA, ASSEGURAM A CONTINUIDADE DESSA MESMA VIDA, NA MEDIDA EM QUE SE DIVIDEM E ORIGINAM NOVAS CÉLULAS.


ESTRUTURA DOS CROMOSSOMAS: O GENOMA DOS EUCARIONTES É CONSTITUÍDO POR VÁRIAS MOLÉCULAS LINEARES DE ADN NUCLEAR ASSOCIADAS A UMA GRANDE QUANTIDADE DE PROTEÍNAS, ESPECIALMENTE HISTONAS, FORMANDO A CROMATINA. CADA MOLÉCULA DE ADN ASSOCIADA A PROTEÍNAS CONSTITUI UM CROMOSSOMA.
                 Nos eucariontes, as moléculas de ADN estão, como já sabe, no núcleo das células, associadas a proteínas, constituindo estruturas filamentosas complexas, os cromossomas. Os cromossomas (corpos coloridos) possuem esta designação não por serem coloridos mas por possuírem uma grande afinidade para certos corantes. Os cromossomas podem apresentar-se ao longo da vida das células de forma distendida ou de forma condensada.

FASES DO CICLO CELULAR: A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DA VIDA CELULAR É A SUA NATUREZA CÍCLICA. DE UM MODO GERAL, AS CÉLULAS CRESCEM, AUMENTAM O SEU CONTEÚDO E DEPOIS DIVIDEM-SE.


Numa população de células em divisão, a vida de uma célula começa quando ela surge a partir da célula-mãe e acaba quando ela própria de divide para originar duas células-filhas. O conjunto de transformações que decorrem desde a formação de uma célula ate ao momento em que ela própria, por divisão, origina duas células – filhas constitui um processo dinâmico e continuo a que se chama ciclo celular.












Baseando-se na actividade das células que é visível ao microscópio óptico, num ciclo celular consideram-se duas fases:
·         Interfase;
·         Fase mitótica (fase M) ou período da divisão celular.
A interfase corresponde ao período compreendido entre o fim de uma divisão celular e o inicio da seguinte. A fase mitótica diz respeito ao período durante o qual ocorre a divisão celular.
A generalidade das células passa a maior parte da sua vida em interfase (cerca de 90% do ciclo celular), que é um período de intensa actividade biossintética. Durante esta fase, verifica-se o crescimento e a duplicação do conteúdo celular, nomeadamente da componente cromossómica.
As células possuem numerosos filamentos cilíndricos, microtúbulos, constituído por uma proteína. Estes são coordenados por um centro organizador de microtúbulos (MTOC -Microtubule Organizing Center). Nas células animais, o centro organizador de microtúbulos é constituído pelo centrossoma, que inclui os centríolos dispostos perpendicularmente.
Os centríolos são estruturas cilíndricas constituídas por microtúbulos altamente organizados, possuindo cada centríolo nove conjuntos de três microtúbulos.
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A fase mitótica corresponde a uma etapa final, e visível ao microscópio óptico, em que se dá a separação das unidades moleculares previamente duplicadas.


REGULAÇÃO DO CICLO CELULAR: Apesar de as células eucarióticas se dividirem seguindo os mesmos mecanismos, o ritmo e o momento são muito variáveis, dependendo do tipo de célula e de vários factores ambientais.
Na verdade, em cada ser humano, vários milhões de células encontram-se, por segundo, em divisão, assegurando a sobrevivência do indivíduo. As células do fígado dividem-se, pelo menos, uma vez por ano, ao passo que algumas das células do intestino e muitas células precursoras do sangue dividem-se mais do que uma vez por dia. As hemácias e as fibras musculares perdem a capacidade de se dividirem quando atingem a maturidade. As células cancerosos, pelo contrário, dividem-se continuamente e de uma forma descontrolada. Na maioria das células, contudo, ocorrem ciclos celulares com uma periodicidade que permite responder às necessidades do organismo. Daqui se depreende que o ciclo celular obedece a rigorosos mecanismos de controlo.
Os mecanismos de regulação do ciclo celular actuam fundamentalmente em três pontos: no final de G1, durante a mitose e no final de G2.

ESTABILIDADE DO PROGRAMA GENÉTICO: Na divisão celular, o programa genético de uma célula é transmitido, em regra, com fidelidade às células-filhas, garantindo-lhes, assim, a estabilidade genética através de sucessivas gerações
Durante a interfase, no período S, ocorre a replicação semiconservativa das moléculas de ADN que fazem parte dos cromossomas, como já vimos. Estes ficam constituídos por dois cromatídios ligados pelo centrómero. Neste momento, as células têm a informação genética duplicada. Desde o inicio da fase G2 cada um dos cromatídios de cada cromossoma é, tanto no plano genético como na sua fisiologia, idêntico ao cromossoma inicial da fase G1 que o precedeu. Como, no entanto, os dois cromatídios se encontram ligados pelo centrómero, constituem um único cromossoma.
Durante a mitose, e após a clivagem dos centrómeros, cada um dos cromossomas-irmãos migra para os pólos da célula. Deste modo, na anáfase ocorre uma distribuição equitativa dos cromossomas e, por isso, do ADN, pelas células-filhas. Estas recebem, por este processo, um número de cromossomas idêntico ao da célula-mãe e, portanto, a mesma informação genética, garantindo, se nenhum erro ocorrer, a estabilidade genética através das gerações.   


CRESCIMENTO E REGENERAÇÃO DE TECIDOS: O desenvolvimento de um indivíduo compreende, em regra, um conjunto de fenómenos biológicos que decorrem desde a célula-ovo até ao estado adulto. Um aspecto marcante em todo este processo é, sem dúvida, a fantástica capacidade das células para se dividirem.


A divisão celular, para além de permitir o crescimento dos seres pluricelulares, é ainda fundamental na manutenção da integridade dos indivíduos adultos. Os glóbulos vermelhos do sangue, vivem em média, 120 dias, sendo produzidos diariamente na medula óssea 150 a 200 milhares de milhões. Também as células da epiderme da pele estão constantemente a ser renovadas, de tal modo que a epiderme é totalmente substituída em algumas dezenas de dias. As células do fígado renovam-se continuadamente e algumas células do intestino vivem apenas umas horas. A reposição de todas estas células só é possível graças à capacidade das células se dividirem. Também a regeneração de tecidos depende das divisões celulares. Mesmo nos animais de organização mais complexa, embora em menor escala, a regeneração nos deixa de se verificar.




DIFERENCIAÇÃO CELULAR: As células de um organismo, que provieram da célula-ovo por divisões mitóticas sucessivas, contêm, no seu núcleo, exactamente os mesmos cromossomas e, por isso, a mesma informação genética. Contudo, verifica-se que as células constituem tecidos e órgãos muito diversos, onde assumem formas e funções completamente diferentes.


O GENOMA: O genoma é um conjunto completo de instruções genéticas de um ser vivo, que controla o seu desenvolvimento desde uma só célula até ao complexo corpo adulto. O genoma humano consiste em aproximadamente trinta mil a trinta e cinco mil genes, transportados no conjunto duplo de 46 cromossomas existentes em quase todos os tipos de célula.
            O Projecto do Genoma Humano, um esforço multinacional para mapear a sequência do genoma humano, foi completado em 2003. Esta investigação levou à identificação de mais de 30mil genes humanos individuais em 46cromossomas que, no conjunto, incluem 3.2mil milhões de pares de bases. Embora muito ADN não forneça códigos para genes individuais, sendo conhecido como ADN não codificante e ADN “junk”, pode regular as suas funções. O ADN “junk” difere do ADN não codificante na medida em que a sua estrutura não se assemelha à dos genes. O mapeamento do genoma tornou possível saber que genes estão envolvidos em certos processos metabólicos.





EXPRESSÃO GÉNICA: Nos organismos multicelulares adultos é possível encontrar uma enorme variedade de células, no que respeita à sua forma, função, tipo de proteínas sintetizadas, etc. Contudo, salvo raras excepções, todas as células de um organismo possuem a mesma informação genética, pois resultaram da multiplicação de uma mesma célula inicial – o ovo.
A razão porque as células se tornam diferentes do ponto de vista estrutural e molecular reside no facto de sofrerem um processo de diferenciação, o qual resulta da regulação da expressão dos seus genes. Em cada células, apenas uma parte do seu genoma está a ser expresso e esse conjunto de genes que se expressa varia, determinando, assim, as características. Ao longo dos diferentes estados de desenvolvimento de um indivíduo, alguns genes são expressos em determinados momentos, deixando de o ser noutros estados.


MATERIAL GENÉTICO EXTRA-NUCLEAR: Nos seres procariontes, o material genético encontra-se no citoplasma da células, enquanto que nos organismos eucariontes, a informação genética encontra-se praticamente toda armazenada no núcleo da célula, sob a forma de cromossomas. No entanto, mesmo nos eucariontes é possível encontrar material genético fora do núcleo. De facto, existem pequenas porções circulares de ADN nas mitocôndrias e nos cloroplastos.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Apresentação Final Parte IV - ADN

Muitas vezes referida como a molécula da vida, o ADN (ácido desoxirribonucleico) encontra-se em quase todos os seres vivos. Funciona como um tipo de código químico que contém instruções. Conhecidas por genes, que define como o corpo e as suas diferentes partes crescem, se desenvolvem, funcionam e se mantêm.

Em quase todas as células humanas, o ADN é agrupado em 46 elementos em forma de X chamados cromossomas, situados no núcleo celular. A enorme lista de instruções do ADN assume a forma de moléculas finas e longas, uma por cromossoma, cada uma delas com a forma de uma dupla hélice. Cada dupla hélice possui duas cadeias, que funcionam como “coluna vertebral” da molécula, enrolados em uma volta da outra. Estão unidas por barras, como uma escada de mão torcida. Os degraus são feitos de pares químicos chamados bases: adenina (A), guanina (G), timina (T) e citocina (C). Em cada degrau, A faz sempre par com T, e G com C. Esta estrutura confere ao ADN duas características essenciais: a ordem das bases contém o código genético dos cromossomas, enquanto a forma como as bases se cruzam permite ao ADN fazer réplicas exactas de si próprio.
Cada organismo possui um património genético que o torna único. O seu ADN, molécula biológica universal, é o suporte molecular da informação genética que coordena todas as actividades celulares e que é transmitida a todas as células-filhas no decurso do desenvolvimento.
            O ADN contém a “linguagem” da vida. A identificação da composição e estrutura desta biomolécula constituiu um marco muito importante na biologia molecular.
            Os constituintes identificados em cada nucleótido são:
·         um grupo fosfato, que confere à molécula características ácidas;
·         um açúcar com cinco átomos de carbono (pentose) – a desoxirribose – C5H10O4;
·         uma base azotada – das quatro bases azotadas que podem encontrar-se, a timina e a citosina têm anel simples, a adenina e a guanina têm anel duplo.
            A sequência de nucleótidos numa cadeia da ADN é muito importante, pois é nessa sequência que está codificada a informação genética que define as características de cada indivíduo.
            A estrutura da molécula da ADN só foi decifrada após terem sido analisados os resultados de várias experiências, em interacção com considerações teóricas, podendo citar-se alguns contributos.
Em Abril de 1953, o geneticista americano James Watson e o físico inglês Francis Crick sintetizaram num modelo único e coerente o que se sabia até ao momento sobre a estrutura do ADN.
A longa molécula, em forma de dupla hélice, assemelha-se a uma escada de corda enrolada helicoidalmente. As bandas laterais da hélice são formadas por grupos fosfato, alternando com moléculas de açúcar, e os “degraus” centrais são pares de bases ligados entre si por pontes de hidrogénio.
A proposta da estrutura helicoidal do ADN, macromolécula e, cadeia dupla, constituída por sequências polinucleotídicas complementares e antiparalelas, apresentada em 1953 por Watson e Crick, justificou que, em 1962, fosse atribuído a estes dois investigadores e a Maurice Wilkins o Prémio Nobel de Fisiologia e Medicina. Rosalind Franklin não foi distribuída por este prémio, pois tinha falecido em 1958.
            A estrutura do ADN é a mesma em todas as espécies, sendo, portanto, universal no mundo vivo. Analisando a estrutura desta molécula, podemos agora falar de genes como segmentos de ADN com uma sequência nucleotídica própria que contém determinada informação. O número e a sequência de nucleótidos diferem de gene para gene. A ordem dos nucleótidos num gene possui um significado preciso; ela pode codificar a expressão de um carácter. Uma outra sucessão de nucleótidos conduz à expressão de uma outra característica. É, pois, a sequência de nucleótidos que transporta a mensagem genética. Embora existam apenas quatro nucleótidos diferentes no ADN, cada um pode estar presente um grande número de vezes e podem existir diferentes sequências desses nucleótidos, sendo possível uma grande diversidade de moléculas de ADN. Cada indivíduo é único, tem o seu próprio ADN. Pode, pois, falar-se em universalidade e variabilidade desta molécula. A totalidade da ADN contido numa célula constitui o genoma de um organismo e os benefícios do seu conhecimento são inquestionáveis.


Escrito e editado para o blog por Mark Simões

terça-feira, 24 de maio de 2011

Coma mais sopa

«As mulheres japonesas correm um rico pouco elevado de cancro da mama, o que pode dever-se em parte à sopa. Mas não só as mulheres beneficiam ao comerem sopa, os homens também podem evitar algumas doenças.
Comparativamente com a maioria das norte-americanas, as japonesas ingerem cerca de 700 vezes mais isoflavonóides, substâncias que combatem o cancro e que abundam nos alimentos à base de soja.
Investigadores do Centro Nacional de Oncologia do Japão recolheram dados relativos ao regime alimentar de 21852 japonesas, tendo concluído que aquelas que comiam três ou mais tigelas de sopa de miso por dia corriam cerca de metade do risco de desenvolverem cancro da mama das que comiam menos de uma tigela por dia (uma tigela equivale a pouco menos que chávena e meia).
A sopa, feita de pasta de soja e tofu, é muito rica em sal, por isso não abuse. Também os homens podem beneficiar deste facto, uma que os isoflavonóides podem reduzir o risco de cancro da próstata.»

Artigo retirado de in: http://www.seleccoes.pt/coma_mais_sopa e editado para o blog por Eunice Tomé

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Apresentação Final Parte III - A célula

A célula é a unidade básica estrutural e funcional do organismo. É a parte mais pequena capaz dos processos que definem a vida, incluindo a reprodução, o movimento, a respiração, a digestão e a excreção - embora nem todas as células tenham todas estas capacidades.

ANATOMIA CELULAR
                A maioria das células é microscópica, uma célula tem 20-30µm de diâmetro, o que significa que 40 em fila se estenderiam pelo comprimento desta frase. Há células muito especializadas longas, como os neurónios (células nervosas) e as células das fibras musculares (miofibras), que podem atingir mais de 30 cm. A maior parte das células é limitada por uma “pele” externa flexível, a membrana celular ou plasmática. Dentro dela existe uma panóplia de componentes estruturais conhecidas por organelos, cada um deles com forma, tamanho e função específicos. Estes organelos não flutuam, aleatoriamente. A célula é altamente organizada, com muitas câmaras interiores e compartimentos ligados por películas e membranas, e mantidas no lugar por um “esqueleto” flexível em constante mudança, formando por túbulos e filamentos ainda mais pequenos.

MEMBRANA CELULAR
Diversas características permitem à membrana cumprir a sua dupla responsabilidade de proteger a célula que envolve e permitir o movimento de materiais para dentro e para fora da célula. O componente primário desta membrana é uma membrana dupla de moléculas fosfolipídicas. Cada fosfolípido tem um grupo de cabeças hidrofílicas e duas caudas hidrofóbicas. As duas camadas são organizadas com as cabeças do lado de fora e de dentro da membrana celular, e as caudas pelo meio. Os fosfolípidos são entremeados por moléculas de proteínas e cadeias de carbohidratos que tornam a célula reconhecível por outros por outros corpos celulares.
As membranas separam e dividem o citoplasma em secções e controlam a passagem de materiais; funcionam como pontos de união para os ribossomas e outras estruturas e como zonas de armazenamento; e formam canais ao longo dos quais se deslocam as substâncias. Diversos organelos importantes são envolvidos pela sua própria membrana

TRANSPORTE
A transferência de matéria através da membrana celular dá-se por um de três processos. As moléculas pequenas como glicerol, água, oxigénio e dióxido de carbono atravessam a membrana por difusão. As moléculas que não conseguem atravessar a camada de fosfolípidos têm de o fazer através de difusão facilita. Quando a concentração de substâncias (incluindo minerais e nutrientes) é menor do lado de fora da célula do que no seu interior, são levadas por meio de transporte activo que requer energia.

DIGESTÃO INTRACELULAR
A digestão intracelular ocorre no interior das células, através da acção de enzimas contidas em vacúolos digestivos. Neste processo intervêm vários sistemas membranares da célula, como o retículo endoplasmático, o complexo de Golgi e os lisossomas, organelos presentes no citoplasma de células eucarióticas.
As proteínas enzimáticas sintetizadas nos ribossomas do reticulo são transportadas ate ao complexo de Golgi de duas formas: deslocam-se através dos canais do retículo endoplasmático até ao complexo de Golgi ou são armazenadas em vesículas que se destacam do reticulo e que se fundem com o complexo de Golgi. No interior do complexo de Golgi, as proteínas enzimáticas, tais como outras que aí são processadas, sofrem maturação, o que as torna funcionais, acabando por ser transferidas para vesículas designadas lisossomas.
A digestão intracelular ocorre no interior de vacúolos digestivos, que resultam da fusão dos lisossomas com vesículas endocíticas ou com vesículas originadas no interior do citoplasma. Por acção das enzimas digestivas, as moléculas complexa existentes no interior dos vacúolos digestivos são desdobradas em moléculas mais simples, que podem transpor a sua membrana para o citoplasma. Os resíduos resultantes da digestão são eliminados para o meio extracelular por exocitose.

METABOLISMO CELULAR
            O conjunto de reacções que ocorrem no interior das células de qualquer ser vivo constitui o metabolismo celular. O metabolismo compreende dois tipos de reacções:
·  Anabolismo que é o conjunto de reacções químicas onde há síntese de moléculas complexas a partir de moléculas mais simples, com consumo de energia. Um exemplo deste processo é a biossíntese de proteínas a partir de aminoácidos com consumo de moléculas de ATP, forma de energia utilizável pela célula.
·  Catabolismo que é o conjunto de reacções químicas onde há degradação de moléculas em moléculas sucessivamente mais simples. Como exemplos de catabolismo refiram-se os processos de obtenção de energia (ATP) pelas células. Através destes processos, a energia acumulada em moléculas orgânicas, como, por exemplo, a glicose, é utilizada na síntese de moléculas de ATP. Este compostos orgânicos são lentamente degradados ao longo de uma serie de reacções em cadeia, ocorrendo por etapas a libertação da energia neles acumulada

Basicamente, podem considerar-se dois tipos de vias de síntese de ATP: vias anaeróbias (sem intervenção de oxigénio) ou via aeróbio (com intervenção de oxigénio).

RESPIRAÇÃO AERÓBIA
            A respiração aeróbia é uma via metabólica realizada com consumo de oxigénio que permite a degradação total da molécula de glicose com um rendimento energético muito superior ao da fermentação. Os organismos onde este processo ocorre como via fundamental de produção de energia designam-se por seres aeróbios.
Escrito e editado para o blog por Mark Simões

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Cancro do útero mata mais no Algarve do que no resto do país


«Dez mulheres morrem todos os anos vítimas de tumor maligno do cancro do colo do útero no Algarve. Estes números significam que a região sul do País apresenta o dobro da taxa de mortalidade do resto do País, segundo dados divulgados quinta-feira no Instituto Português de Oncologia de Lisboa (IPO), avança o Correio da Manhã.
O oncologista Vítor Rodrigues considera que "as autoridades de saúde devem estudar o problema para tentar perceber as razões pelas quais o Algarve tem mais casos de mortes por cancro do colo do útero".
O cancro do colo do útero é provocado por doença sexualmente transmissível e os óbitos por esta causa poderão ser justificados pela falta de acesso aos cuidados de saúde, por um diagnóstico e tratamento tardios ou por comportamentos de risco.
Segundo Vítor Rodrigues, o cancro do pulmão é o que mata mais os homens em Portugal, enquanto que nas mulheres é o cancro da mama, escreve o CM.
O oncologista Ricardo da Luz referiu que os medicamentos mais recentes para combater o cancro fazem aumentar a sobrevivência dos doentes. "Praticamente todos os dias sabemos de novos medicamentos para o cancro, mas nem todos são o mais indicado para todos os doentes".»
Artigo retirado de in: http://www.pop.eu.com/news/4833/26/Cancro-do-utero-mata-mais-no-Algarve-do-que-no-resto-do-pais.html e editado para o blog por Eunice Tomé

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Apresentação Final Parte II - Dos Sistemas às Células

Em termos gerais, cada sistema pode ser visto como uma hierarquia de componentes grandes compostos por outros mais pequenos. O próprio sistema encontra-se no topo da hierarquia; em seguida estão os órgãos; abaixo encontram-se os tecidos que compõem os órgãos; e no fundo da hierarquia estão as células de que são feito os tecidos.
            Um sistema do organismo habitualmente é visto como um conjunto de órgãos e partes programados para uma tarefa importante. Os sistemas são integrados e interdependentes, mas cada um tem os próprios componentes e limites. As principais partes de um sistema são os órgãos e os tecidos. A maioria dos órgãos é composta por diferentes tecidos. O cérebro, por exemplo, contém não só tecido nervoso mas também tecido conjuntivo e epitelial. Por sua vez, um tecido é um conjunto de células microscópicas, todas semelhantes na estrutura e desempenhando a mesma função especializada.

1
 SISTEMA
O aparelho digestivo é um dos mais bem definidos do corpo. Consiste numa passagem longa, o tubo digestivo, e nas glândulas associadas. Estas incluem o fígado e o pâncreas, que estão ligadas ao tubo principal por ductos, ou tubos, e que escoam os seus produtos, tais como as enzimas, para o tubo.

2
 ORGÃOS
O fígado é o órgão interno maior do corpo, com um peso médio no adulto de 1.5kg, ligeiramente maior do que o cérebro. Dentro do fígado encontra-se um sistema de tubos para transportar o seu produto digestivo, a bílis, que está armazenada no pequeno saco sob a sua extremidade direita, a vesícula.

3
 SUB-ESTRUTURA DO ÓRGÃO
As unidades estruturais funcionais do fígado são lóbulos hepáticos. Os lóbulos têm seis lados, com vasos sanguíneos e ductos biliares no seu interior e entre eles.

4
 TECIDO
O tecido especial do fígado consiste em lâminas ramificadas de células hepáticas (hepatócitos) organizadas em ângulos. Estas são permeadas por líquidos e por ramos microscópicos de dois tipos principais de tubos: vasos sanguíneos e ductos biliares.

5
 CÉLULA
A unidade viva fundamental de todos os tecidos, a célula típica, é capaz de obter energia e de processar nutrientes. Os hepatócitos do fígado são um exemplo de células do organismo, e contém em si a maior parte dos tipos de estruturas em miniatura, denominadas organelos.
Escrito e editado para o blog por Mark Simões

terça-feira, 17 de maio de 2011

Cientistas descobrem como conter fornecimento de sangue para células cancerígenas

 
«Investigadores da University os Texas Southwestern Medical Center, nos EUA, identificaram uma proteína que orienta o desenvolvimento dos vasos sanguíneos. A descoberta pode levar a tratamento para conter o fornecimento de sangue para as células cancerígenas, impedindo que ela se espalhe, avança o portal ISaúde.
A equipa de investigação demonstrou em ratinhos que a interacção da proteína Ras 1 (Rasip1) é tão específica e central para muitos processos celulares que, sem ela, novos vasos sanguíneos simplesmente não podem formar-se.
As células de cancro dependem da criação de novos vasos sanguíneos para fornecer nutrientes que servem de combustível para o crescimento rápido do cancro. Os tumores cancerígenos também usam o sistema circulatório como uma auto-estrada através da qual enviam células malignas para colonizar outras partes do corpo.
Uma droga capaz de bloquear a Rasip1 poderia combater o cancro em duas frentes: através do corte no fornecimento de nutrientes para as células cancerígenas e cortando as suas rotas de transporte.
Os cientistas têm encontrado muitas moléculas regulatórias importantes em diferentes tecidos e até mesmo noutros aspectos da formação ou da manutenção dos vasos sanguíneos, mas todos eles são activos em vários tecidos do corpo.
Rasip1 é o primeiro regulador específico de interruptores moleculares chamados GTPases. A proteína parece estar activa apenas no endotélio, a camada de células que reveste os vasos sanguíneos, e não é encontrada nas células musculares lisas que formam a parte externa dos vasos sanguíneos.
Os cientistas descobriram também que Rasip1 e uma proteína parceira de ligação são necessárias para que os vasos sanguíneos formem canais através dos quais o sangue possa fluir.
"A maioria das abordagens às terapias que visam bloquear a formação de vasos sanguíneos concentra-se em factores de crescimento que ocorrem fora da célula, em vez de factores intrínsecos de crescimento celular como Rasip1", disse a líder do estudo Ondine Cleaver. "Apesar de este ainda ser um estudo com ratos, acreditamos que estudos futuros de Rasip1 e dos processos moleculares sob o seu controlo têm uma grande promessa para fornecer ferramentas e modelos para o avanço dos tratamentos clínicos que visam bloquear a formação de vasos sanguíneos em tumores".
Os investigadores agora planeiam procurar drogas que bloqueiam Rasip1, a fim de, eventualmente, desenvolver estratégias para interromper o crescimento de vasos sanguíneos funcionais e fazer com que os tumores cancerígenos “morram à fome”.»
 
 
Artigo retirado de in: http://www.pop.eu.com/news/4794/26/Cientistas-descobrem-como-conter-fornecimento-de-sangue-para-celulas-cancerigenas.html e editado para o blog por Eunice Tomé

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Apresentação Final Parte I - Introdução

O número de seres humanos no mundo aproxima-se rapidamente dos sete mil milhões (7 000 000 000). Nascem mais de 250 bebés por minuto, e morrem 150 000 pessoas por dia, e a população aumenta em cerca de 150 seres humanos por minuto. Cada uma destas pessoas vive, pensa, preocupa-se e sonha com dentro do bem mais complexo e maravilhoso que existe – um corpo humano. Uma característica permanente deste corpo e do seu comportamento é a sua curiosidade por si própria. Olhamos continuadamente para nós próprios, com um enorme e crescente pormenor, para compreender a sua actividade.

ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA HUMANO
Para compreender como o cancro afecta o sistema humano, ao longo do trabalho será descrito a forma como funciona o sistema ou órgão no estado normal de funcionamento. Cada sistema desempenha um papel ou tarefa principal; por exemplo, o coração bombeia o sangue pelos vasos sanguíneos para fornecer a cada parte oxigénio e nutrientes essenciais. Os sistemas são, por seu lado, compostos por partes principais conhecidas por órgãos. O estômago, os intestinos e o fígado são órgãos do aparelho digestivo. Avançando para níveis posteriores desta hierarquia, os órgãos constituem em tecidos e os tecidos são feitos por células.

CITOLOGIA
As células são muitas vezes consideradas os tijolos microscópicos do corpo. No entanto, estão longe de ser tijolos passivos numa parede – são activas e dinâmicas, crescem e especializam-se continuamente, funcionam, morrem e reabastecem-se aos milhões a cada segundo. Ao todo, o corpo contém cerca de 100 mil milhões de células de pelo menos 200 tipos diferentes. A ciência é cada vez mais capaz de desvendar além das células, os organelos dentro delas, e além e mais dentro, até aos mais ínfimos componentes da matéria comum – as moléculas e os átomos.

SAÚDE E DOENÇA
A ciência médica reúne montanhas de provas todos os anos sobre as melhores formas de se manter saudável e evitar as doenças. Neste momento, a herança genética de um indivíduo, que é uma questão de probabilidade e sorte, é o ponto de partida para manter a saúde e o bem-estar. Nos anos vindouros, tratamentos como o diagnóstico genético pré-implantação (DGPI), que é realizado no âmbito das técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro (FIV) e a terapia genica poderão eliminar ou contrariar alguns destes elementos do acaso. Muitos aspectos do ambiente em que se cresce têm um grande impacto sobre a saúde. Factores como a dieta – seja demasiado rica, trazendo consigo o risco de obesidade, ou demasiado pobre, levando à desnutrição – afectam especialmente as crianças, cujo corpo ainda se encontra em desenvolvimento. O corpo pode ser afectado por diferentes tipos de doença, tais como infecção por um vírus ou uma bactéria, lesões causadas por um acidente ou por actividades repetidas a longo prazo, genes familiares defeituosos ou exposição a toxinas no ambiente.


SOBRE ESTE TRABALHO
As páginas que se seguem descrevem as estruturas e os processos citológicos a todos os níveis. Em primeiro lugar, descreve-se a hierarquia da organização desde as células como os seus processos fisiológicos, aos organelos e ao ADN, concentrando-se cada vez mais nos processos que envolvem o núcleo e o seu funcionamento normal. Seguindo desta secção, descreve processos de utilização do material genético, como a biossíntese de proteínas essencial ao desenvolvimento das características fenotípicas, até a renovação celular descrita anteriormente pelo ciclo celular. Após as descrições celulares normais, recorremos ao início de mutações e seguidamente do tópico, o desenvolvimento de cancro. Nesta secção, explora-se o funcionamento normal do sistema de órgãos, seguida da descrição do órgão com cancro.
            Em segundo lugar, analisa factores de risco, como o tabaco e o álcool; a detecção e do tratamento; métodos de tratamento, como a quimioterapia e outras substâncias (marijuana); e depois de aspectos psicológicos e a ética de alguns problemas, como a eutanásia.
            Por último, refere-se das organizações que ajudam hospitais e pacientes, e que tratam desta doença, com uma taxa de mortalidade tão elevada. Caso haja alguma dúvida na interpretação de alguns termos, no fim deste trabalho, há um glossário com as definições.
Escrito e editado para o blog por Mark Simões